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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Padre explica o que é a oração e por que Deus sempre a atende


Padre Alírio Pedrini
Para os cristãos e de acordo os escritos bíblicos do Novo Testamento, a oração é a força para a perseverança nos caminhos da fé (cf. At 1,14); ela abre as portas do céu para as graças de Deus (cf. Mc 11,24); liberta o homem do poder do mal (cf. Mc 9,29) e para quem crê na Bíblia, a oração pode fazer o impossível acontecer (cf. Mt 17,20).



Muitos santos da Igreja Católica definiram, a partir da sua experiência pessoal, o que vem a ser a oração. Segundo os escritos de Santa Teresinha do Menino Jesus, "a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria." 

Alinhado aos ensinamentos da Igreja, padre Alírio José Pedrini, Dehoniano, autor de vários livros relacionados à oração, explica que a oração é o relacionamento de uma pessoa humana com o seu Deus. "Um relacionamento que vem do falar com Deus, adorar, louvar, glorificar, bendizer e exaltar a Deus. Ao mesmo tempo, consiste em ouvir a Deus, com o silêncio do coração, através da leitura da Sagrada Escritura. Toda essa comunicação é a oração", diz o padre.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), existem seis formas de oração baseadas nas Sagradas Escrituras: benção, adoração, súplica, intercessão, ação de graças e louvor. (cf. CIC 2626)

Segundo padre Alírio, cada formato de oração tem o seu valor porque brota do coração humano que vai conversar com o coração de Deus. Todavia, o sacerdote ressalta que a oração que primeiro deve sair dos lábios do homem é a oração de adoração a Deus.
"A adoração é sempre o primeiro impulso diante de Deus, de reconhecê-lo como Deus, proclamá-lo como Deus, de querê-lo como Deus verdadeiro. Crer que Ele é Uno, é Trino, é Pai, Filho e Espírito Santo e que Ele tem todas as qualidades e atributos divinos. Portanto, a oração que mais se adéqua diante de Deus é exatamente reconhecê-lo como Deus, e isto se chama adoração", reforçou.

Deus sempre ouve as nossas orações?

Jesus disse no Evangelho de São Mateus: "Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis" (Mt 21,22). No entanto, aos olhos humanos, essa passagem bíblica poderia ser tachada de inadequada, visto que nem tudo aquilo que se pede a Deus Ele concede. Verdade? Padre Alírio afirma que não. Segundo ele, Deus sempre diz Sim à oração do homem. 

“Eu poderia dizer que, diante da oração, Deus sempre diz sim. Algumas vezes ele diz: sim, já! E a graça acontece logo. Outras vezes, Deus diz: sim, mas não agora! Eu vou lhe dar no tempo certo. Em outra oportunidade, Deus diz: Sim, mas não o que você pede! Vou lhe dar outra coisa melhor para você", explicou.  

O sacerdote esclarece que a oração é sempre ouvida e atendida por Deus, mas é preciso ficar atento à sua eficácia. Padre Alírio afirma que não existe oração "fraca", a oração é "sempre poderosa porque ela significa relacionamento com Deus que é todo poderoso.”
No entanto, explica padre Alírio, a eficácia na oração depende do estado de espírito da pessoa que reza, da fé que ela tem no Deus verdadeiro e ao mesmo tempo a confiança na providência divina. "Às vezes, alguém pode colocar na oração determinados pedidos que não seria para o seu próprio bem, então, Deus atende aquilo que seja necessário para a pessoa."

As expressões de oração

O Catecismo Católico explica que a tradição cristã conservou três expressões principais da vida de oração: oração vocal, a meditação e a oração mental (cf. CIC 2699). 
A oração que comumente se vê é a vocal. "É por palavras que a nossa oração cresce", diz o Catecismo. A meditação é, na explicação da doutrina católica, uma procura para compreender o porquê e o como da vida cristã. Já a oração mental, trata-se de uma relação de intimidade da pessoa com Deus. "Um comércio íntimo de amizade em que conversamos muitas vezes a sós com esse Deus por quem nos sabemos amados", traduziu Santa Teresa. 

Padre Alírio reflete que com a agitação dos dias atuais, o tempo de recolhimento para estar com Deus corre o risco de ficar reduzido ou até mesmo esquecido. Para ele, separar um tempo para a oração  não é questão de preferência. O sacerdote acredita que se uma pessoa tem uma profunda amizade com Deus, se percebe que esse Deus a ama profundamente e procura amá-Lo da mesma forma, com certeza irá encontrar um tempo para se comunicar com Ele, para ouvi-Lo e contemplá-Lo. 

"É verdade que há muita agitação no mundo de hoje, a vida é muito corrida, mas sempre as pessoas encontram um tempo para aquilo pelo qual se interessam, sempre encontram um espaço de tempo para aquilo que buscam. Portanto, se a pessoa tem uma fé viva no Deus Verdadeiro, se tem um relacionamento bonito com Ele, se sente dependência de Deus em todas as coisas, ela vai encontrar, se não um longo tempo, mas algum tempo para então se comunicar com Deus", afirmou.


(fonte: cancaonova.com)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Participar bem da Santa Missa





Padre Edimilson
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
A cada Santa Missa, o Senhor nos apresenta a salvação, e cabe a cada um de nós ter um coração aberto e receptivo a tudo que iremos experimentar.

Por esse motivo, não podemos participar da Celebração Eucarística de qualquer forma, pois o rito pelo rito não tem significado. Mas existe algo sobrenatural que age em nossos corações e nos aproxima de Deus.

Você não pode se comportar como a virgem imprudente diante da salvação, pois você não sabe a hora que Jesus irá chamá-lo. Por isso, não podemos chegar atrasados na Santa Missa ou tratar tudo como uma encenação, caso contrário estaremos pecando contra tudo que Deus nos prometeu.

O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre o perigo de recusar a caridade divina, quando tratamos com indiferença ou desprezo as coisas que vem do Alto.

O papel do padre em uma Missa é fazer com que os fiéis compreendam e entrem no mistério litúrgico. Porque um sacerdote que não se esforça para que isso aconteça é o mesmo que uma pessoa da assembleia que participa desatento da celebração.

A Igreja nos apresenta dois tipos de pecado: os veniais e os mortais. Os veniais não nos afastam da Celebração Eucarística, porém, os mortais fazem com que rompamos a aliança com Deus e exigem que busquemos a reconciliação pelo Sacramento da confissão.

Quando se está em comunhão com Deus e participa da Santa Missa, você pode sair dizendo que foi salvo, pois o Senhor pode entrar no seu coração e ali fazer morada.

Ao invocarmos o Santo Nome, Ele sempre virá em nosso auxílio. Não permita que a preguiça o afaste da intimidade com Deus. Por muitas vezes você não sentirá vontade de fazer suas orações, de adorar o Senhor ou participar da Santa Missa, mas por amor Àquele que deu a vida por você, persista. 

Talvez, hoje, você se sinta incapaz de receber a salvação, porque carrega inúmeros pegados na sua história. Mas Jesus não quer saber da sua história, muito menos ficar fazendo memória das suas quedas, Ele apenas quer ver você voltando para a casa do Pai.

Em seu tempo, Jesus curou muitas pessoas, fossem elas paralíticos, leprosos, surdos ou mudos. A miséria que aquelas pessoas carregavam em seu coração as impediam de ir além das suas limitações. Porém, nada disso impediu que a Misericórdia do Senhor as atingisse, porque elas estavam dispostas a se abrir para a salvação.

Permita, nesse dia, que o Senhor gere em você um coração arrependido e desejoso pelas coisas do céu. Você, por tantas vezes, buscou em desespero as coisas desse mundo; agora, renda-se e suplique pela graça que vem do Alto.


(fonte: cancaonova.com)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Editorial do Filme “Quase Deuses”


Um filme intrigante e capaz de trazer emoções que vão de indignação e repulsa a satisfação e contentamento. Esse é “Quase Deuses”! Um filme que conta uma história real, porém com o objetivo de mostrar o racismo muito “potente” no início do Séc XX nos EUA e mostrar como os pioneiros da cirurgia cardíaca fizeram o tal fato para a época impossível e indiscutível.

Este diretor foi feliz neste filme, pois o objetivo foi mostrado de forma clara e concisa – não foi à toa que recebeu 3 prêmios Emmy.

Vivien Thomas é um rapaz americano e negro, carpinteiro como o pai, sonhava em ser médico para conseguir um futuro sustentável para sua família. O fio condutor de todo o enredo começa a partir do contato de Vivien com o Dr. Alfred Blalock, que descobre no humilde negro virtudes e qualidades que fariam os seus projetos e sonhos serem prósperos.

Após muitos trabalhos e descobertas, chegam ao ponto de terem de quebrar barreiras do preconceito, da ética, dos costumes, para alcançar o tento de serem os primeiros corajosos a operar um coração humano e abrir as portas para um crescimento sem dimensões na medicina. Um negro que não era doutor realizar uma cirurgia que iria contra a ética da medicina da época, foi um dos muitos dos tabus e regras quebradas nessa história fascinante e real de Joseph Sargent.


Seminarista Thaisson Santarém

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João Evangelista

São João Evangelista – 27 de Dezembro

O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso":uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s). 

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável. 

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. 

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano. 

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo. 

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC). 

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. 


São João Evangelista, rogai por nós!


Seminarista Felipe Souza

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Evangelizar...


Palavra tão simples e tão estranha...
Tão banalizada e tão cheia de sentidos.
Palavra cujo sentido real e significado desce ao ralo de segundo em segundo.
Por que algo que tem como objetivo uma outra palavra chamada “salvação” não é considerada como deveria?

Quando recorremos ao verdadeiro sentido, resgatamos a essência da simplicidade de algo de iniciação divina, algo realmente místico e real acontece,
Eis que um sorriso surge...
O céu se abre para um ser que vive atormentado pela falta de algo que na maioria das vezes nem ao menos conhece.
O olhar brilha como a grama orvalhada pela manhã.

O fim de tudo se dá quando descobrimos que o sentido mais claro e puro da palavra “Evangelizar” está no retorno do olhar sofrido que se tornou claro e esbelto.
Está no véu rasgado do orgulho e egoísmo para ver a simplicidade de Emmanuel.
Está no brilho do Sol escaldante que desce como camurça ao nosso corpo.
Está no coração palpitante percebendo a proximidade do Altíssimo Poder Divino na simplicidade de um sorriso.

Evangelizar não é mostrar algo impossível, inútil e difícil.
Evangelizar significar olhar com olho de ouro ao invés de um olhar de sangue.
Evangelizar é mostrar as maravilhas que em mim aconteceram por causa de um passo.
Evangelizar é trazer o céu como um raio em um segundo de nosso tempo presente.
Evangelizar é morrer para si, ressurgir para o outro e demonstrar o que é o Amor...
Enfim, Evangelizar é simplesmente dizer “Deus te ama” sem proferir uma só palavra.


Seminarista Thaisson Santarém