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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bento XVI nomeia novo bispo auxiliar para Brasília

peValdir_MamedeA Nunciatura Apostólica comunicou na manhã desta quarta-feira, 6 de fevereiro, a nomeação do Monsenhor Valdir Mamede como novo bispo auxiliar de Brasília (DF).  O Santo Padre acolheu solicitação do arcebispo Dom Sérgio da Rocha que pediu um novo colaborador.

Monsenhor Valdir Mamede foi até agora, pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Maria, no Park Way, em Brasília. Mineiro de Silvianópolis, nasceu em 21 de julho de 1961. Entrou para o Seminário dos Claretianos em Pouso Alegre (MG), em 1979, e professou seus votos religiosos em 1981. Foi ordenado padre por dom João Bosco Óliver de Faria, em maio de 1988. Aceito no clero de Brasília pelo Cardeal dom José Freire Falcão, em 2003, foi incardinado por ato do cardeal dom João Braz de Aviz, em 2006.

Licenciado em Direito Canônico pelo Angelicum, de Roma, na Itália, Monsehor Mamede obteve título acadêmico de Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Principais atividades pastorais como missionário claretiano:
- 1988: Vigário paroquial na Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre (MG);
- 1989-1992: Vigário paroquial e pároco (1992-1995) da Paróquia Imaculado Coração de Maria na cidade do Rio de Janeiro (RJ);
- 1992-2000 – Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Taguatinga (DF).
Atividades como membro do Clero da Arquidiocese de Brasília:
2003 – 2007: Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Gama (DF);
2007 – 2013: Pároco da Paróquia Imaculado Coração de Maria no Park Way.

O novo bispo também foi Vigário Judicial Adjunto do tribunal Eclesiástico de Brasília entre 2004 e 2007. Desde 2004 também, ele é professor de Direito Canônico no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima de Brasília. Monsenhor Mamede também leciona no Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília.

Outras funções que exerce atualmente:
- Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Brasília;
- Membro do Conselho Presbiteral Arquidiocesano;
- Membro do Conselho Episcopal.


Fonte (cnbb.org.br)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Participar bem da Santa Missa





Padre Edimilson
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
A cada Santa Missa, o Senhor nos apresenta a salvação, e cabe a cada um de nós ter um coração aberto e receptivo a tudo que iremos experimentar.

Por esse motivo, não podemos participar da Celebração Eucarística de qualquer forma, pois o rito pelo rito não tem significado. Mas existe algo sobrenatural que age em nossos corações e nos aproxima de Deus.

Você não pode se comportar como a virgem imprudente diante da salvação, pois você não sabe a hora que Jesus irá chamá-lo. Por isso, não podemos chegar atrasados na Santa Missa ou tratar tudo como uma encenação, caso contrário estaremos pecando contra tudo que Deus nos prometeu.

O Catecismo da Igreja Católica nos fala sobre o perigo de recusar a caridade divina, quando tratamos com indiferença ou desprezo as coisas que vem do Alto.

O papel do padre em uma Missa é fazer com que os fiéis compreendam e entrem no mistério litúrgico. Porque um sacerdote que não se esforça para que isso aconteça é o mesmo que uma pessoa da assembleia que participa desatento da celebração.

A Igreja nos apresenta dois tipos de pecado: os veniais e os mortais. Os veniais não nos afastam da Celebração Eucarística, porém, os mortais fazem com que rompamos a aliança com Deus e exigem que busquemos a reconciliação pelo Sacramento da confissão.

Quando se está em comunhão com Deus e participa da Santa Missa, você pode sair dizendo que foi salvo, pois o Senhor pode entrar no seu coração e ali fazer morada.

Ao invocarmos o Santo Nome, Ele sempre virá em nosso auxílio. Não permita que a preguiça o afaste da intimidade com Deus. Por muitas vezes você não sentirá vontade de fazer suas orações, de adorar o Senhor ou participar da Santa Missa, mas por amor Àquele que deu a vida por você, persista. 

Talvez, hoje, você se sinta incapaz de receber a salvação, porque carrega inúmeros pegados na sua história. Mas Jesus não quer saber da sua história, muito menos ficar fazendo memória das suas quedas, Ele apenas quer ver você voltando para a casa do Pai.

Em seu tempo, Jesus curou muitas pessoas, fossem elas paralíticos, leprosos, surdos ou mudos. A miséria que aquelas pessoas carregavam em seu coração as impediam de ir além das suas limitações. Porém, nada disso impediu que a Misericórdia do Senhor as atingisse, porque elas estavam dispostas a se abrir para a salvação.

Permita, nesse dia, que o Senhor gere em você um coração arrependido e desejoso pelas coisas do céu. Você, por tantas vezes, buscou em desespero as coisas desse mundo; agora, renda-se e suplique pela graça que vem do Alto.


(fonte: cancaonova.com)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A vocação é um chamado


A vocação é um chamado, quando Deus chama, ele te quer bem perto dele, não importa as dificuldades, assim que descobrimos o que ele quer de nós, o primeiro impulso é fugir por medo do que ele nos propõe.

O meu chamado começou, quando eu morava no interior do Maranhão, tinha sete anos, fui morar em colinas – MA, nesta cidade terminei meus estudos. Minha mãe teve oito filhos e aos 20 anos, fui convidado pelo meu irmão mais velho para trabalhar por apenas cinco meses no mesmo local em que ele estava trabalhando, acabei ficando por dez anos, de onde sai para atender ao chamado que Jesus me fez.

Quando cheguei à Brasília em 2002, até então não conhecia muito a Igreja Católica, fiz a Primeira Eucaristia e a Crisma, era católico daqueles meia boca. Algumas vezes eu bebia um pouco e gostava de farra também.  Porém, em 2004, conheci o movimento EJC (Encontro de Jovens com Cristo), o qual fui chamado a fazer o encontro, mas viajei e só no ano seguinte tive a oportunidade de fazer. Passado o primeiro ano que fiz o encontro continuei do mesmo jeito, nas farras e bebedeiras. A partir do momento em que comecei a trabalhar nos encontros da Igreja, que pude conhecer a Cristo e presenciar a transformação realizada na vida de muita gente.

A mudança então veio a começar, quando conheci o Leandro Cruz um amigo hoje, ele era de farra também, vi nele um mudar de vida, neste meio tempo de largar tudo do mundão, veio à cruz através das pessoas chamando de mulherzinha, por que não saio mais para as festas nem com mulheres. Hoje me sinto outro, estou uns cinco anos sem beber, conheci a Jesus Cristo que me fez mudar verdadeiramente e acreditar que tudo é possível através de Jesus e Maria Santíssima. 

Então, comecei a viver uma vida de cristão, a frequentar a Santa Missa, a buscar os santos sacramentos e a frequentar os encontros do EJC nos finais de semana. Em 2010, fiquei sabendo dos encontros vocacionais, até então não sabia, eu fugia dos encontros como o ladrão foge da polícia. Lembro-me bem do Pe. Júlio me convidando: Vamos para os encontros? Levo-te agora. Não posso, tenho compromisso. Dava sempre uma desculpa, até que em junho de 2010 resolvi e fui no meu primeiro encontro, pois era o último antes das férias do seminário de julho. Marcaram uma entrevista com o Pe. Oscar no começo de agosto, eu não fui.

No ano de 2011, fiz os encontros vocacionais, meu Pai não sabia, só minha Mãe e minhas irmãs, chegou o momento de dar a resposta, se eu queria ou não, estava muito indeciso, tinha que deixar tudo para traz, um emprego de dez anos, minha família, estava na última semana e meu Pai ainda não estava ciente, e eu ainda tinha que dar a reposta. Liguei pro meu pai que ficou muito feliz, então mandei um SMS dizendo sim, que queria ir para o seminário.

Hoje, aprovado para o Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima da Arquidiocese de Brasília, estou muito feliz de estar estudando para seguir somente a Deus. “Por isso mesmo, irmãos, procurai com mais diligência consolidar a vossa vocação e eleição, pois, agindo desse modo, não tropeçareis jamais;” (2 Pedro 1:10). A Santa Missa é o ponto crucial de uma vocação, onde Jesus se faz presente, o verdadeiro a quem devemos seguir.


Seminarista Raimundo Filho

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Magnificat com os Seminaristas

Um dia na Capela do Santíssimo no Seminário Propedêutico São José os Seminaristas Anderson Jorge, Rafael Ribeiro e Luiz Octávio cantaram esse Magníficat, apenas para aqueles que acompanham o nosso Blog Propedêutico!! Então curtam e rezem conosco o cântico de Maria!



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Evangelizar...


Palavra tão simples e tão estranha...
Tão banalizada e tão cheia de sentidos.
Palavra cujo sentido real e significado desce ao ralo de segundo em segundo.
Por que algo que tem como objetivo uma outra palavra chamada “salvação” não é considerada como deveria?

Quando recorremos ao verdadeiro sentido, resgatamos a essência da simplicidade de algo de iniciação divina, algo realmente místico e real acontece,
Eis que um sorriso surge...
O céu se abre para um ser que vive atormentado pela falta de algo que na maioria das vezes nem ao menos conhece.
O olhar brilha como a grama orvalhada pela manhã.

O fim de tudo se dá quando descobrimos que o sentido mais claro e puro da palavra “Evangelizar” está no retorno do olhar sofrido que se tornou claro e esbelto.
Está no véu rasgado do orgulho e egoísmo para ver a simplicidade de Emmanuel.
Está no brilho do Sol escaldante que desce como camurça ao nosso corpo.
Está no coração palpitante percebendo a proximidade do Altíssimo Poder Divino na simplicidade de um sorriso.

Evangelizar não é mostrar algo impossível, inútil e difícil.
Evangelizar significar olhar com olho de ouro ao invés de um olhar de sangue.
Evangelizar é mostrar as maravilhas que em mim aconteceram por causa de um passo.
Evangelizar é trazer o céu como um raio em um segundo de nosso tempo presente.
Evangelizar é morrer para si, ressurgir para o outro e demonstrar o que é o Amor...
Enfim, Evangelizar é simplesmente dizer “Deus te ama” sem proferir uma só palavra.


Seminarista Thaisson Santarém

A Liberdade Interior



     Ainda que todos sonhem com um mundo livre, sem leis de punição, e acabem fazendo uma ideia de mundo utópica, esse não é nem de longe o conceito apropriado de liberdade. Mais, a liberdade pode ser um lugar de encontro privilegiado a nível de diálogo entre a cultura moderna e o Cristianismo. Mas é preciso conhecer a verdadeira natureza dessa liberdade.

     Se por um lado, para o homem moderno, ser livre significa, frequentemente, poder desembaraçar-se de todo limite e de toda autoridade, por outro, para o Cristianismo, só se pode encontrar a liberdade em uma submissão a Deus, na obediência da fé. Falta ao homem moderno, reconhecer que a verdadeira liberdade, mais que uma conquista do própria, é um dom gratuito de Deus, um fruto do Espírito Santo, recebido na medida em que se se coloca em uma dependência de amor diante do Criador.

     Ainda, pensa-se frequentemente que o único exercício verdadeiro da liberdade consiste em escolher dentre diferentes possibilidades aquela que mais convém. Pensa-se, portanto, que quanto mais amplo for o leque de opções, mais se é livre. A medida da liberdade seria, assim, proporcional à amplitude deste leque de opções possíveis. Essa noção de liberdade, que cedo induz a impasses e contradições, é muito presente no inconsciente do homem moderno, podendo-o levar a crer que esta é uma verdade, mas apresenta-se, na verdade, como um grande equívoco.

     Que o uso da liberdade leve frequentemente a poder optar entre diferentes possibilidades é verdade, e isso é bom. Mas quando se apega à necessidade de fazer uma opção, esquece-se que os elementos da existência humana que se escolhe são de uma importância bem menor que aqueles que não se escolhe. Veja, por exemplo, o sexo, a nacionalidade, a cor dos olhos, o temperamento, a língua materna. Todos esses são elementos de fato determinantes na existência humana, que não passaram pelo crivo da escolha. Simplesmente acolhemos todos eles, em espírito de gratidão por aquilo recebemos. E essa postura é fundamental no processo de amadurecimento pessoal.


     Portanto, chega-se à grande conclusão diante do tema liberdade: exercita-se de forma mais plena esse aspecto da vida humana, esse dom divino, quando se acolhe, e não quando se escolhe, ainda que fazer escolhas seja algo de fato importante no caminho do amadurecimento pessoal. Assim, o homem manifesta a grandeza de sua liberdade quando transforma a realidade a partir de suas decisões, mas o faz mais ainda quando acolhe a realidade com confiança, da forma como ela se apresenta dia após dia. Só se é verdadeiramente livre se se consegue abdicar até mesmo do direito de escolha para transformá-lo em postura de acolhimento. Essa é a verdadeira liberdade interior, que tem como fruto a verdadeira felicidade! Essa é a liberdade à qual os filhos e filhas de Deus são chamados: a liberdade conquistada pelo amor!


Seminarista Luiz Octávio

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vida e Obra de São João Maria Batista Vianney



      João Maria Vianney nasceu no dia 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a 10 quilômetros ao norte de Lyon, na França, era o quarto filho de Mateus Vianney e Maria, sendo o pai de João um proprietário de terra com doze hectares que ele mesmo Cultivava. João Maria Vianney foi batizado no mesmo dia em que nasceu. Desde criança o pequeno João Maria queria ser padre, aos quatro anos ia sempre à igreja e gostava de rezar sempre.

Nesse período a cidade de Lyon se encontrava em conflito e a liberdade religiosa ficou ferida, para manter a ordem na cidade, o padre aceitou se sujeitar às normas do Estado para não fechar a igreja, porém pouco depois a igreja foi fechada pela repressão em 1794. Mesmo assim, João continuava suas orações em seu quarto. Depois da revolta da época, a população estava na miséria, e João sempre ajudava os mais pobres e necessitados, destacando-se entre os garotos de sua época.

      Aos treze anos de idade João Maria Vianney foi morar na casa de um tio em Écully para ser catequizado pelas freiras, que também o ensinou a ler e escrever, João pouco conhecia a língua francesa, pois falava em sua casa um dialeto regional. Em 1799 João recebe a primeira comunhão em um quarto de uma casa em Écully, para não levantar suspeitas foi colocada uma carroça de feno na frente da janela, com todo esse clima de tensão João fica sensibilizado com a coragem do padre e assim desejava ardentemente ser um sacerdote. Aos vinte anos João inicia seus estudos em vista do sacerdócio, porém suas dificuldades com o francês o impedia de bem realizar seus estudos e ainda o latim, língua litúrgica na época, que João aprendia com dificuldades, mas era bem esperto quando o ensinavam em linguagem simples.

Para conseguir êxito em seus estudos João faz uma peregrinação a Louvesc, onde estava enterrado são Francisco Régis, de quem se falava que de Deus conseguiria qualquer graça, fez o percurso de cem quilômetros a pé e ainda como mendicante, quase morreu de fome e no fim da trajetória ele diz “só mendiguei uma vez na minha vida e me dei mal. Foi então que aprendi que é melhor dar que receber.”

     Quando a guerra estourou João Maria foi convocado, mas em meio à guerra ele ficou gravemente enfermo e fugiu para aldeia dos Robins, onde ficou amigo de boa parte da população e assim ele não foi denunciado. Quando o irmão mais novo que João completou a maioridade ele se ofereceu para lutar no lugar dele, já que o pai de João teve que pagar altas multas, o irmão nunca mais voltou desse combate. João ingressara no seminário de Varrières no dia 1° de novembro de 1812. Mas no fim da filosofia João fora dispensado pelo seu fraco rendimento, mas, logo ingressou em um seminário Saint-Irènée, mas nesse seminário todas as aulas são ministradas em latim, fazendo que João reprove nas primeiras provas e novamente é mandado para casa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Obra e Vida de Santa Catarina de Sena




Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Siena que fica na Península Italiana, tinha como pai Tiago Benincasa que tinha a profissão de tintureiro de lã e a mãe Lapa Piagenti, a qual amava muito a filha caçula, mas a própria mãe demorou muito tempo para entender a espiritualidade da filha, provavelmente a mãe só compreendeu antes de morrer com 90 anos.

Aos seis anos de idade Santa Catarina teve sua primeira experiência Mística , quando estava voltando de uma visita a uma irmã junto com seu irmão Estevão , avistou sobre a Igreja de São Domingos uma visão de Jesus Cristo utilizando paramentos sacerdotais e sentado sobre um trono sustentado por duas nuvens, o irmão não entendeu, pois Catarina pôs-se a adorar ali mesmo , então Estevão começou a chama-la e quando ela desviou o olha para explicar ao irmão , a imagem sumiu e ela pôs-se a chorar inconsolavelmente, quando chegou em casa contou a seus parentes mas apenas a mãe acreditou e guardou isso para contar mais tarde a um Frei que fora o primeiro Biografo da Santa.

Aos sete anos Catarina decidiu não se casar, mas quando chegou aos seus 12 anos, como de costume ela foi obrigada a se enfeitar e participar de festas para arrumar um noivo, pois seus pais não queriam mais uma solteirona em casa, então Catarina muito desajeitada não arrumava nenhum rapaz que quisera ser seu pretendente, então sua mãe e sua irmã Boaventura tiveram uma ideia e mandaram Catarina morar com a irmã para se melhor portar, e deu certo Catarina passou a usar perfumes, a arrumar o cabelo entre outras coisas, mas algo de interessante e trágico aconteceu, quando enquanto Catarina estava na casa da irmã durante um parto a irmã morreu e ela voltou para casa dos pais.

Após Catarina de Sena rejeitar mais um noivo, a mãe Lapa ficou furiosa e substituiu a criada por ela, mas oque para muitos seria motivo de Tibieza pois ela não podia mais meditar a palavra nem rezar no quarto de oração, para ela foi um grande aprendizado pois ela aprendeu a ficar na cela de seu coração, com isso depois de muito tempo um dia seu pai Tiago entrou no quarto de Catarina e a viu em oração estática e chamou sua mulher e ambos ficaram admirando sua filha e logo após isso Catarina falou que não adiantava pois ela não iria se casar de forma alguma, então seu pai tomou a decisão de deixa-la livre para seguir sua vocação.

Então quando Catarina chegou aos seus 16 anos já não podia esperar para entrar na Ordem Penitente de São Domingos (O.P.), era uma comunidade de Leigos que viviam sobre as leis de São Domingos, pois ela sempre foi regida por essa Ascese de São Domingos e já com um sobrinho lá ficava mais fácil de entender e de conviver com a Ordem, então ela teve um sonho onde o Santo falava que lhe daria um habito branco com véu preto (símbolo da Ordem), porem a pessoas que constituíam a Casa em Siena eram apenas mulheres casadas e também viúvas avançadas na idade, depois de convencer sua mãe mas não convencendo as madres, enfrentou uma profunda doença, e afirmou aos pés da mãe que morreria se não fosse admitida na Ordem Penitente, depois de tal ameaça as irmãs falaram que algo que lhes preocupava muito era a beleza de Catarina, porem quando a visitaram e viram seu estado deplorável admitiram ela como membro da Ordem, e em um domingo muito alegre e depois que Catarina melhorou os Padres da Ordem entregaram o habito penitencial.

Testemunho de um Seminarista


Consagro esta breve partilha ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria para que ela conduza todos os leitores ao conhecimento de seu dileto filho.

Antes de mais nada acho justo uma breve apresentação. Meu nome é Gustavo, tenho vinte e dois anos, sou filho de pais separados, tenho uma irmã mais velha (casada, e linda por sinal). Formado em Artes Cênicas (licenciatura) na Universidade de Brasília e atualmente sou seminarista. Porém como diz a música “Você não sabe o quanto caminhei pra chegar até aqui”.

Como todo e qualquer jovem sempre me questionei sobre o meu papel na sociedade. É muito comum ouvirmos que devemos tornar o planeta em um espaço melhor e agradável, que cada ser humano tem sua função, sua importância no mundo. Eu, não diferente dos outros jovens, me questionava e queria saber por que vim ao mundo.

Desde muito pequeno sempre fui à igreja com minha avó materna, hoje já falecida, e quando chegava em casa imitava o padre e “presidia uma missa” com direito a túnica, cálice, batata Ruffles e Coca-Cola. Quando pequeno, entre seis e oito anos, sempre dizia que queria ser padre, mas o tempo foi passando e fui esquecendo aquela feliz motivação à qual o bom Deus me chamava.  No primeiro ano do ensino médio minha vida mudou radicalmente. No dia 21 de dezembro de 2002 minha mãe teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e logo em seguida, meus pais que eram ministros da Eucaristia e participavam do Conselho Pastoral Paroquial se separam. Lembro- me que meu pai apenas disse que a partir daquele dia não morava mais em casa. Ele saiu sem dizer nada, sem brigar, sem levantar a voz para minha mãe, apenas disse que não viveria mais com a gente.

                Como acreditar em Deus depois de tanto sofrimento?  De tanta angustia? Minha Mãe ainda doente falava para que nós nunca desistíssemos de Deus, pois ele sempre nos ensina com as adversidades da vida. Assim continuamos vivendo, sofrendo pela ausência do meu pai e ainda mais com a doença da minha mãe.

Comecei a fazer teatro como terapia, já que não sabia controlar o excesso de sentimentos que passava naquele momento. Então me apaixonei de tal modo pela arte que resolvi me dedicar a ela. No entanto, não conseguia passar na UnB de jeito maneira. Resolvi fazer uma barganha com aquela que sempre me auxiliou. Disse a Virgem Maria que se ela me desse à graça de passar nos vestibular eu seria sacerdote.

Durante todo o curso sempre batia uma inquietude quando pensava na minha vocação. O coração ardia em ver um padre celebrando o santo sacrifício, achava lindo um padre que por amor usava batina, me atraí a radicalidade de alguns pregadores, mas pela realidade que vivia na UnB e por ter novos sonhos, o sacerdócio foi esquecido mais uma vez. No ultimo ano do curso todas as inquietudes voltaram com mais intensidade. Passei a querer de Deus grande sinais, grandes manifestações da minha vocação; queria que o céu se rasgasse e uma voz extraordinária falasse: EIS O MEU FILHO MUITO AMADO QUE EU CHAMO AO SACERDÓCIO. Isso, porém, nunca aconteceu. Com o auxílio de um diretor espiritual fui percebendo que Deus se manifestava com pequenos gestos, no cotidiano. E isso foi suficiente para que desse o primeiro passo de ir nos encontros vocacionais do Seminário Maior Arquidiocesano.

Hoje estou no seminário e tenho uma vida que não é muito fácil, porém contraria a todo meu pensamento poético de achar que aqui eu sentiria e morreria de amor por Jesus que está a uns cinco metros do meu quarto. Embora, exista muitas dificuldades “EU SEI EM QUEM COLOQUEI MINHA FÉ” e sei que ele nunca me abandonou e nunca me abandonará. Se amor é decisão a cada dia me decido por viver para Cristo.


Seminarista Gustavo Xavier

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Amar não só com palavras, mas com atitudes




As pessoas da sociedade de hoje estão tão preocupadas com seus próprios problemas e interesses que o próximo se tornou algo insignificante e, na maioria das vezes, é visto como um perturbador, com isso, as pessoas sentem, a cada dia que passa, mais dificuldade de ser para o outro um suporte diante das dificuldades da vida, e infelizmente temos o crescimento de pessoas que aderem consciente e inconscientemente o individualismo como regimento de suas vidas, com isso vão embarcando num itinerário rumo à solidão e a tristeza. 

Um dos efeitos deste estado de isolamento, também algo muito comum que vem causando muito sofrimento às pessoas em nossos dias, é a depressão. Ela é uma doença que faz com que os indivíduos entrem numa tristeza profunda perdendo a esperança e a alegria de viver.

 Havia uma senhora, professora por muitos anos, que vivia muito só e tinha por família apenas uma filha, mas raramente se encontravam, pois não se relacionavam muito bem, contudo, estava passando por problemas de saúde quando veio a conhecer outra educadora que mudara para a mesma escola que trabalhara. Fizeram uma bela amizade e juntas faziam orações e conversavam bastante, uma era para a outra um sinal de Deus. Certa semana, a mulher debilitada faltou por uns dias e nem sequer deu satisfações do motivo, o que desencadeou na novata a curiosidade em saber o porquê do sumiço desavisado.

Após ligações não atendidas, ela partiu da escola com duas professoras, que eram mais próximas, rumo à casa da desaparecida, e logo que chegaram à recepção do edifício o porteiro lhes disse que também não a via há alguns dias, por isso, rapidamente ligaram para a filha dela e pediram permissão para entrar no apartamento, pois vizinhos comentaram a presença de moscas e mau cheiro no corredor. Depressa chamaram um chaveiro e conseguiram abrir a porta, chamaram por ela e nenhum sinal, quando entraram em seu quarto, lá estava ela, deitada em sua cama toda suja de fezes e urina e desacordada, prontamente se puseram a banhá-la e em seguida a encaminharam ao hospital. O diagnóstico revelou que ela havia sofrido uma série de Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas, depois de tudo isso, ela ainda está viva, porém hospitalizada e em estado de coma profundo.

Quis dizer isso para ilustrar que mesmo com a reclamação do mau cheiro e com a ausência há dias daquela mulher, nenhum vizinho e nem tampouco o porteiro, tendo percebido que havia algo de errado, foram capazes de tomar alguma providência. Entretanto, o foco principal aqui é a companheira de trabalho que se preocupou e tomou a atitude de ir ao seu encontro. Por isso, mesmo que a humanidade, em sua grande maioria, esteja voltada para si mesma, há pessoas que vivem para o outro e dedicam, se não todo, mas parte de seu tempo em prol da vida e da solidariedade. Uma música nos diz: Quem vive para si empobrece seu viver, quem doar a própria vida, vida nova há de colher.  Portanto quem perde o sentido da vida é porque não descobriu que o sentido dela é fazer-se vida para o outro.


Seminarista Rafael Ribeiro

O Amor e o Tempo




Quando falamos de amor e de tempo, nos deparamos com duas medidas: a de eternidade – por analogia - e a de finitude – por facticidade, respectivamente. Sim, por que o que será o amor senão manifestação da infinita bondade de Deus? O que será o amor senão esse ato supremo da vontade de Deus que permanece fiel a si mesmo? O que será o amor senão a decisão eterna e a medida inexaurível da ação de Deus, que se entrega a nós num movimento perene, absoluto, fazendo-nos capazes Dele mesmo? O amor é justamente expressão do ser e do agir de Deus!

E o tempo? Ah, que medida preciosa da graça de Deus que atua na criação e ordena todas as coisas, segundo o seu transcurso, elevando-as à plenitude da eternidade! Que revelação preciosa da ação de Deus, que é eterno, na finitude de suas obras! O tempo é verdadeiro lugar de encontro com o Senhor; constitui-se legítimo espaço de comunhão entre Deus e o homem à medida que, pelo dom inefável da revelação Divina e pela livre adesão humana, deixa de ser simples “passar” (“chronos”) e torna-se vislumbre do absoluto, eterno e imutável (“kayrós”).

Mas, e quando estas realidades do amor e do tempo parecem não se tocar, por causa de nossas decisões? E quando se se deixa de considerar a envergadura e importância totais de ambos e se passa a acreditar que se pode viver alheio de um ou de outro? Quando a postura que se adota é essa, instrumentaliza-se a um e a outro. Ambos são de importância absoluta para a correta integração do homem, enquanto ser inteiro, voltado à eternidade, ao infinito; ao mesmo tempo que inteiramente participante do mundo material. Se se prescinde de uma realidade ou de outra, seja do amor, seja do tempo, fragmenta-se o homem. É bem verdade ainda que, apesar do esforço por apresentar um e outro, não devem ser vistos como aspectos dissociados. São, na verdade, realidades que se enlaçam, o amor e o tempo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grito do Coração



Eis aqui minha vida, Senhor, ajudai-me a vencer as dificuldades que estão por vir, que vossa graça divina me dê forças para derrotar todos os males que me rodeiam.
Maria Santíssima, Mãe querida minha, me cubra com seu manto sagrado e me guie na caminhada que escolhi e que vou enfrentar, também nas minhas dificuldades espirituais porque assim eu posso combater o mal. Quero vencer o meu nervosismo quanto aos estudos, por isso me ensinai a estudar, a rezar e me ensinai a vivenciar, na vida comunitária, como a Sra. vivenciou a morte de seu Filho, no silêncio da vossa graça. Este fardo se torna pesado demais se eu carregar sozinho. Mãe eu vou carregar a minha cruz, como seu Filho carregou a Cruz para o Calvário na sua companhia, mesmo no silêncio eu sei que você está sempre ao meu lado.
Mãezinha eu TE AMO, Maria Santíssima.


Seminarista Raimundo Filho

São Lucas, o escritor da mansidão de Cristo


As devoções aos santos são muito comuns na Igreja Católica. Estes nos servem de exemplo para a nossa caminhada cristã, sem nunca perder de vista nosso maior exemplo, Jesus Cristo. Há muitos santos, alguns mais populares que outros, como por exemplo São Francisco de Assis ou São Bento. Cada um com seus ensinamentos, com os seus milagres, enfim, com o seu exemplo. Por isso, resolvi escrever sobre o santo ao qual tenho devoção, São Lucas Evangelista. Muito conhecido, porém pouco se houve falar em devoções a ele. Infelizmente, não temos muitas informações sobre sua vida; não tanto quanto temos de santos que viveram mais recentemente. Mas, consegui reunir algumas informações que adquiri com um pouco de pesquisa, com meus estudos sobre a Sagrada Escritura durante este ano, e também lendo um pouco sobre ele na tradição passada pelos primeiros Padres da Igreja. São Lucas para mim é um exemplo do Cristo misericórdia, de um Jesus que cuida dos mais necessitados. O fato de termos poucas informações sobre ele mostra sua humildade; escreveu bastante sobre Jesus, sobre Maria, sobre os Apóstolos e sobre a Igreja nascente. Apesar de ter tido grande importância no ministério de Paulo, não colocou o seu nome se quer uma vez em seus livros. Sem muito prolongar, escrevi algumas informações sobre ele e sobre seus escritos.

            Lucas nasceu em Antioquia da Síria. Cresceu em uma família pagã. Mas  foi convertido pelo Apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro. Nas prisões de São Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências, presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento diante do tribunal do imperador. Na segunda e derradeira vez, Paulo escreveu a Timóteo que agora todos o haviam abandonado, menos um:"Só Lucas está comigo". E essa foi a última notícia certa do evangelista. Lucas foi médico, conforme diz São Paulo na carta aos Colossenses (4,14): “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico”. Além disso, segundo algumas tradições, ele ainda foi historiador, músico e pintor.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Discipulado



Não quero estar em maus caminhos
Quero estar sempre contigo, Senhor.
Debaixo de Tuas asas, meu abrigo protetor,
Afagado pelos Teus carinhos.

Após de Ti eu seguirei;
Nas fadigas persistirei.
Que a Tua Palavra mude minha vida
Para transformar Tuas criaturas queridas.

Deixei tudo para Te seguir,
Não quero voltar atrás,
Quero viver só por Ti,
Pois só assim terei paz.

Te conheci por causa de Tua Palavra,
Meu coração ficou em chamas
Persevere em minha alma,
É o que coração clama.
  

No balançar das águas do Teu amor,
Prometi que mesmo na dor
Não Te abandono.
Ao Teus pés Te escutarei
Até a cruz seguirei
A Tua Paixão eu proclamo

Me chamaste para caminhar na vida contigo,
Vou até o fim, na dor, no sangue e até no perigo
Permanecendo nesse amor, vou me consumindo
Sou agora morada do Santo Espírito.

Pode ser que a renúncia me abale,
Mas não posso deixar que Tua boca cale
Fraquejar... pode até acontecer,
Mas por Tua vontade vou vencer.

Quero fazer valer cada gota de sangue
Derramada por mim. Não mereço!
Perseverar Teu proceder
É e será meu fim. Recomeço!


Seminarista Felipe Souza

Você aceita um pedacinho do céu?



Quando estamos na Santa Missa...
Em algum momento lembramos ou rezamos à Santíssima Trindade? À Nossa Senhora? Aos Santos? Aos Anjos?
Sim! Então, alguém concorda que o céu inteiro para tudo que está acontecendo (gente batendo carimbo, assinando folha de ponto, intercessão, etc.) para estar na Santa Missa?!

Brincadeira à parte é uma comparação para ilustrar como a Missa acontece. Como disse muito bem o Beato João Paulo II: "A Missa é um pedaço do céu".
E o que é que tem na Santa Missa de importante para toda a “galera” do céu se fazer presente? Deus entra na história da humanidade na pessoa de um Homem-Deus chamado Jesus. Ele ensinou de modo simples como se deve viver a vida tranquilamente e AMAR acima de tudo, garantindo assim o céu que já foi dado como graça através da maior prova de amor que existiu: Deu a vida por toda a humanidade!

Dá pra imaginar que Deus se fez homem e decidiu sofrer por amor a todos nós, sem nenhum de nós merecermos?! Esta foi a "Paixão de Cristo"! Realmente, podemos também dizer que foi uma “paixão grande” por cada um de nós; uma vontade imensa de nos ver no céu, na felicidade eterna; uma “misericórdia gigante” capaz de não conceber de modo algum que nós, filhos de Deus, continuássemos no inferno, ou seja, distantes da presença de Deus.

Este ato de salvação foi tão significativo que se estendeu além do tempo, alcançando aqueles que viveram desde os primórdios da terra, e perpassando a história continua tocando e mudando a vida de muitos, a nós e aos que ainda vão nascer. Perpassou o que conhecemos como tempo!

Quando participamos da Missa, entramos em comunhão com Deus na Santíssima Trindade; reconhecemos os nossos erros e clamamos por piedade; glorificamos a Deus pelo perdão concedido e por nos aceitar; paramos tudo para escutá-Lo a nos aconselhar, “puxar nossas orelhas”. Depois de escutar Suas palavras de amor, reafirmamos nossa fé, preparamos a mesa do banquete eucarístico, a refeição do céu, e entregamos a nossa vida a Ele. Enfim, chega o momento mais esperado... O céu se abre e o mesmo Verbo que se fez carne, se faz presente através do pão e do vinho, Corpo e Sangue de Cristo humilde e acessível a nós. Por fim, Ele se entrega a nós e também nos entregamos a Ele em uma total comunhão de amor. Ao final, vivemos e reconhecemos um dos principais nomes da Missa: Missão! Após a Benção Final somos enviados à missão e percebemos que a Missa começa também a partir deste momento!

Contudo, vivamos esse maravilhoso mistério! Quando irá experimentar desse pedacinho do céu?

Seminarista Thaisson Santarém

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Onde você mora?


“Vinde e vede!” foi a reposta de Jesus para seus discípulos quando eles perguntaram onde Ele morava.   Essa é a nossa missão, ir ver onde o Senhor mora, e assim sermos discípulos de Jesus em meio a tantas dificuldades, um caminho difícil, porém preciso, levar a Luz de Cristo a tantas vidas e lugares escuros é o objetivo primordial de nós cristãos guiados pela palavra de Cristo que nos diz: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15).


Evangelizar é o que a Igreja nos pede nos dias de hoje, o mundo nesses últimos tempos passa por mudanças bruscas que levou a um grande esfriamento da fé. O avanço da tecnologia, da ciência e a ganância por dinheiro foi atropelando conceitos e virtudes cristãs e humanas primordiais. É fácil ver famílias sendo destruídas pelo vício da televisão, dinheiro e de pessoas que se enganam procurando uma vida semelhante a uma “novela” ou um “filme”. Jovens cada vez mais desligado do mundo real, desligado de suas famílias, amigos e deslumbrados pelo mundo virtual da internet, dos jogos, dos celulares entre outros.

É triste observar que o ser humano virou “jogo” nas mãos das pessoas que “governam”, jogo esse em que algumas pessoas decidem a hora de acabar e de começar, a briga para a legalização do aborto, discussão de quando começa a vida são problemas e mostram cada vez mais que devemos ser Discípulos e Missionários autênticos de Jesus Cristo testemunhando a nossa fé.


Como conviver com todos esses avanços e continuar a missão deixada para os apóstolos? Pois bem, temos que tomar consciência de que somos diferentes, somos de Cristo, ele sofreu, morreu e principalmente ressuscitou por cada um de nós, por isso devemos acreditar, conhecer e vivenciar esse amor que Jesus tem por nós, “uma palavra comove muitos, já um testemunho arrasta multidões”.

     Por começo devemos valorizar a vida, o bem maior do homem, a perfeição da criação. Mostrarmos a dignidade que cada ser humano tem e que foi dado por Deus, devemos valorizar os meios de comunicação cristã, Rádio, televisão, internet, pois é uma forma de evangelização direta. O papa Bento XVI recentemente manifestou a importância de utilizar principalmente as redes sociais da internet para a evangelização e a necessidade de uma "nova evangelização" e um maior conhecimento da fé. 

Devemos lembrar que temos que evangelizar com ardor missionário, para mostrar que nós somos diferentes. Com o passar dos anos e com todos os problemas que já relatei, nós perdemos uma coisa muito preciosa da nossa fé, que é a religiosidade popular (novenas, terços, procissões) devemos recuperar isso e principalmente voltarmos a ser a devotos a Nossa Senhora, nossa mãe que é para nós o exemplo de discípula de Jesus.


Temos grandes metas, ser discípulos e missionários o que nesse tempo não é fácil, mas também não deve ter sido fácil para os apóstolos na época deles, então temos que pedir ao Espírito Santo que nos ilumine e nos ajude para essa missão grandiosa. Devemos pedir a Jesus que ilumine os nossos sacerdotes e seminaristas que em meio a tantas trevas continuam perseverantes, que Deus possa suscitar no coração dos jovens para a vocação de seguir esse caminho tão belo do sacerdócio e para as jovens à vida consagrada, que é uma doação belíssima a Jesus Cristo.

É preciso uma atitude de mudança e coragem para sermos discípulos e missionários, o caminho não é fácil como diz o próprio Jesus: “quem quiser seguir-me pegue a sua cruz e siga-me”, essa cruz vale a pena, ou melhor, vale a Vida Eterna. A atitude de mudança não é para pensar, mas para responder hoje, pois precisamos de discípulos e missionários que mostrem os pontos positivos dos avanços do mundo e que dessa forma morem junto com o Mestre, testemunhando que Jesus é o Único Caminho a ser seguido para chegar ao céu, tudo tem que girar em torno Dele para Ele e com Ele.


Seminarista Silas César

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Eclesiologia de comunhão: A relação ministério-comunidade



Atualmente parece predominante uma mentalidade que busca enaltecer os ministérios não ordenados. Tal fato é bastante positivo e justo porque tira dos leigos uma posição demasiadamente passiva. Aqui lembramos que verdadeiramente o clericalismo foi muito prejudicial para a comunidade dos fieis leigos, pois não davam a eles um verdadeiro protagonismo tanto na participação da liturgia como nos diversos trabalhos da comunidade.

Quando contemplamos Jesus nas diversas situações em que se encontra com as pessoas necessitadas e marginalizadas do seu tempo percebemos que o seu ministério de cura ou de pregação não impedia o protagonismo das pessoas, muito pelo contrario ele enaltecia: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50; 8, 48.50; 18, 42), esta frase de Cristo a encontramos muitas vezes nos evangelhos. Através desta expressão Cristo quer mostrar não que a fé é algo subjetivo, mas que ela se vive de modo ativo.

Jesus não diz: eu te curei ou eu te salvei (ainda que seja verdade tal fato), mas “tua fé te salvou” mostrando assim que a salvação que ele veio nos dar não tira nossa responsabilidade nem muito menos impede nosso protagonismo. A fé é um modo de protagonizar nosso seguimento de Cristo, por isso esta deve ser vivida de modo ativo.

Verdadeiramente Deus, e somente Ele, pode nos conceder a salvação, mas a busca pela salvação se realiza de modo ativo e operante. De modo que para alcançar esta salvação concedida por Cristo, o cristão deve ter uma atitude ativa e protagonista.

O ministério de reconciliação que Cristo realiza em nosso favor não impede o nosso protagonismo, antes exige de nós uma atitude ativa. A encarnação mesmo sendo obra do Espírito Santo, não tirou o protagonismo de Maria. Observamos que o anjo se afasta somente quando ouve resposta ativa e operante de mãe do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

O ministério sacerdotal na Igreja durante muito tempo, ao contrario de como Jesus realizava seu ministério, deixava os fieis numa atitude totalmente passiva e subjugada. Por isso é justo e necessário a valorização dos ministérios leigos. Os fieis também são chamados a atuarem de modo ativo na missão da Igreja, os ministérios não-ordenados são um grande serviço a todo o povo de Deus (leigos e hierarquia não esqueçamos, como expressa a LG 11, fazem parte do povo de Deus). 
 
Contudo, apesar de toda essa valorização dos ministérios na Igreja, temos que evitar outra mentalidade, muito prejudicial, que é a de relacionar os ministérios não ordenados unicamente a dignidade dos leigos. Há quem diga que os ministérios não-ordenados são importantes unicamente porque valorizam o papel do leigo. Os ministérios não são para afirmar ou mostrar a dignidade dos leigos. A importância dos ministérios é que eles estão a serviço da Igreja. A finalidade dos ministérios não é afirmar a dignidade dos leigos, mesmo que esta afirmação seja justa, os ministérios são para o bem comum (1Cor 12, 7; 14, 3-12), ou seja para edificação de toda a Igreja. Os diversos ministérios não têm como finalidade a afirmação da dignidade dos leigos, eles são um serviço (diaconia) cuja finalidade é a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4, 12).

“Deus suscita ministérios na comunidade e para comunidade”[1]. Assim como os ministérios ordenados não podem estar a serviços daqueles o exercem, assim também os ministérios não-ordenados não podem estar a serviço daqueles que os exercem. É necessário colocar os ministérios numa estreita relação com a comunidade (toda a comunidade), esta é, pois uma tarefa importante da teologia: “Historicamente os ministérios aparecem ligado indissoluvelmente a comunidade” [2].

Igreja toda é ministerial, por isso temos que ver o ministérios não em relação a uma categoria de fiéis da Igreja, sejam eles presbíteros ou leigos, se no passado os ministérios estavam relacionados a pessoa do padre, hoje temos o risco de falar dos ministérios não-ordenados, somente em relação a dignidade dos leigos, como se os ministérios não-ordenados existissem apenas para salvaguardar a dignidade dos fieis. Como diz são Paulo os ministérios são para o bem comum. Eles existem para a edificação de toda a Igreja (Ef 4, 12).   

Assim expressa Oñatibia sobre este fato de relacionar o ministério somente a pessoa: “a partir de uma concepção da Igreja como uma instituição e sociedade, os ministérios eram definidos durante todo este período em termos de poderes sacramentais inerentes a pessoa, sem uma conexão aparente com a comunidade[3]

A relação ministério-comunidade é tão estreita que até mesmo sua redescoberta na teologia contemporânea está ligada a um fator marcadamente eclesial. É a partir da renovada eclesiologia de comunhão que se torna possível situar os ministérios dentro do contexto de serviço à Igreja. A visão de ministério como um serviço à comunidade só foi possível graças à compreensão, lançada pelo Concilio Vaticano II (LG 13), da estrutura social da Igreja como comunhão.

Os ministérios, sejam eles ordenados ou não, devem ser lidos a partir da categoria de serviço, é desse modo que Cristo interpreta seu ministério: Ele veio para servir e não para ser servido (Mc 9, 35;  Mt 23, 11; Lc 22, 26s). Os ministérios são um serviço, não uma condecoração ou símbolo para afirmar a dignidade de quem quer que seja.


Padre Miguel Alon



[1]  Oñatibia, «El sacramento Del ordem», in: Borobio (diretor), La Celebración en la Iglesia: Sacramentos, Ediciones Sigueme, Salamanca, 5ª Ed., 2008 pg. 636.
[2] Ibid, pg. 637.
[3] Ibid, pg. 617.