Mostrando postagens com marcador Santa Missa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santa Missa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vida e Obra de São João Maria Batista Vianney



      João Maria Vianney nasceu no dia 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a 10 quilômetros ao norte de Lyon, na França, era o quarto filho de Mateus Vianney e Maria, sendo o pai de João um proprietário de terra com doze hectares que ele mesmo Cultivava. João Maria Vianney foi batizado no mesmo dia em que nasceu. Desde criança o pequeno João Maria queria ser padre, aos quatro anos ia sempre à igreja e gostava de rezar sempre.

Nesse período a cidade de Lyon se encontrava em conflito e a liberdade religiosa ficou ferida, para manter a ordem na cidade, o padre aceitou se sujeitar às normas do Estado para não fechar a igreja, porém pouco depois a igreja foi fechada pela repressão em 1794. Mesmo assim, João continuava suas orações em seu quarto. Depois da revolta da época, a população estava na miséria, e João sempre ajudava os mais pobres e necessitados, destacando-se entre os garotos de sua época.

      Aos treze anos de idade João Maria Vianney foi morar na casa de um tio em Écully para ser catequizado pelas freiras, que também o ensinou a ler e escrever, João pouco conhecia a língua francesa, pois falava em sua casa um dialeto regional. Em 1799 João recebe a primeira comunhão em um quarto de uma casa em Écully, para não levantar suspeitas foi colocada uma carroça de feno na frente da janela, com todo esse clima de tensão João fica sensibilizado com a coragem do padre e assim desejava ardentemente ser um sacerdote. Aos vinte anos João inicia seus estudos em vista do sacerdócio, porém suas dificuldades com o francês o impedia de bem realizar seus estudos e ainda o latim, língua litúrgica na época, que João aprendia com dificuldades, mas era bem esperto quando o ensinavam em linguagem simples.

Para conseguir êxito em seus estudos João faz uma peregrinação a Louvesc, onde estava enterrado são Francisco Régis, de quem se falava que de Deus conseguiria qualquer graça, fez o percurso de cem quilômetros a pé e ainda como mendicante, quase morreu de fome e no fim da trajetória ele diz “só mendiguei uma vez na minha vida e me dei mal. Foi então que aprendi que é melhor dar que receber.”

     Quando a guerra estourou João Maria foi convocado, mas em meio à guerra ele ficou gravemente enfermo e fugiu para aldeia dos Robins, onde ficou amigo de boa parte da população e assim ele não foi denunciado. Quando o irmão mais novo que João completou a maioridade ele se ofereceu para lutar no lugar dele, já que o pai de João teve que pagar altas multas, o irmão nunca mais voltou desse combate. João ingressara no seminário de Varrières no dia 1° de novembro de 1812. Mas no fim da filosofia João fora dispensado pelo seu fraco rendimento, mas, logo ingressou em um seminário Saint-Irènée, mas nesse seminário todas as aulas são ministradas em latim, fazendo que João reprove nas primeiras provas e novamente é mandado para casa.

Coroa do Advento



 A Coroa do Advento é um simples enfeite de ramos e velas. Para recordar-nos o significado deste tempo forte na vida da Igreja. A Coroa do Advento encontra sua origem entre os pagãos da Europa do Norte, que colocavam uma roda de carroça, enfeitada com luzes, para agradar um deus pagão, deus do sol, que se escondia durante o inverno por longas horas de escuridão.

Os cristãos, preparando-se para sua festa de luz e de vida, o nascimento do Salvador, aproveitaram esse costume pagão, e passaram a acrescentar uma vela à Coroa em cada domingo do tempo do Advento. Essas luzes relembram a escuridão do mundo pecador antes do Salvador, a promessa da Salvação, a preparação para o Messias pelos profetas e, finalmente, a Virgem que deu à luz a um filho chamado Emanuel: Deus conosco.

     A coroa, um círculo sem início e sem fim, simboliza a eternidade, a nova aliança de Deus com a humanidade. É também um sinal do amor de Deus que é Eterno.

      Os ramos verdes simbolizam a vida e a esperança, essa mesma esperança que leva a perseverança, uma entrega total da vida a Deus.



      As velas representam os séculos de escuridão, cada uma aumentando a luz até o Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus, a Luz eterna. As quatro velas: uma vela para cada domingo que antecede ao dia 25 de dezembro, cada vela de cor diferente que representa as cores litúrgicas do calendário litúrgico. As velas da coroa são acesas (a cada domingo mais uma), para iluminar a vigília do Advento, a preparação para vinda da Luz do Mundo, Jesus Cristo.

·         NA PRIMEIRA SEMANA É ESPERANÇA
·         NA SEGUNDA SEMANA É A PAZ
·         NA TERCEIRA SEMANA É A ALEGRIA (VELA ROSA)
·         NA QUARTA SEMANA É O AMOR
A vela branca é Cristo e está no centro da coroa. Simboliza que Jesus é deve ser o centro em nossa Vida. Tudo por Jesus e com Jesus.
Vamos nos preparar para receber o menino Deus.

Paz e bem!!!

Seminarista Elisvaldo Amaral



Fontes: 
1.      O POVO DE DEUS: FOLHA SEMANAL DA ARQUIDIOCESE DE BRASÍLIA . Ano XLVIII - Brasília, 02 de dezembro de 2012 - Nº 1 / PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO – ANO C – SÃO LUCAS ANO DA FÉ

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Obra e Vida de Santa Catarina de Sena




Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Siena que fica na Península Italiana, tinha como pai Tiago Benincasa que tinha a profissão de tintureiro de lã e a mãe Lapa Piagenti, a qual amava muito a filha caçula, mas a própria mãe demorou muito tempo para entender a espiritualidade da filha, provavelmente a mãe só compreendeu antes de morrer com 90 anos.

Aos seis anos de idade Santa Catarina teve sua primeira experiência Mística , quando estava voltando de uma visita a uma irmã junto com seu irmão Estevão , avistou sobre a Igreja de São Domingos uma visão de Jesus Cristo utilizando paramentos sacerdotais e sentado sobre um trono sustentado por duas nuvens, o irmão não entendeu, pois Catarina pôs-se a adorar ali mesmo , então Estevão começou a chama-la e quando ela desviou o olha para explicar ao irmão , a imagem sumiu e ela pôs-se a chorar inconsolavelmente, quando chegou em casa contou a seus parentes mas apenas a mãe acreditou e guardou isso para contar mais tarde a um Frei que fora o primeiro Biografo da Santa.

Aos sete anos Catarina decidiu não se casar, mas quando chegou aos seus 12 anos, como de costume ela foi obrigada a se enfeitar e participar de festas para arrumar um noivo, pois seus pais não queriam mais uma solteirona em casa, então Catarina muito desajeitada não arrumava nenhum rapaz que quisera ser seu pretendente, então sua mãe e sua irmã Boaventura tiveram uma ideia e mandaram Catarina morar com a irmã para se melhor portar, e deu certo Catarina passou a usar perfumes, a arrumar o cabelo entre outras coisas, mas algo de interessante e trágico aconteceu, quando enquanto Catarina estava na casa da irmã durante um parto a irmã morreu e ela voltou para casa dos pais.

Após Catarina de Sena rejeitar mais um noivo, a mãe Lapa ficou furiosa e substituiu a criada por ela, mas oque para muitos seria motivo de Tibieza pois ela não podia mais meditar a palavra nem rezar no quarto de oração, para ela foi um grande aprendizado pois ela aprendeu a ficar na cela de seu coração, com isso depois de muito tempo um dia seu pai Tiago entrou no quarto de Catarina e a viu em oração estática e chamou sua mulher e ambos ficaram admirando sua filha e logo após isso Catarina falou que não adiantava pois ela não iria se casar de forma alguma, então seu pai tomou a decisão de deixa-la livre para seguir sua vocação.

Então quando Catarina chegou aos seus 16 anos já não podia esperar para entrar na Ordem Penitente de São Domingos (O.P.), era uma comunidade de Leigos que viviam sobre as leis de São Domingos, pois ela sempre foi regida por essa Ascese de São Domingos e já com um sobrinho lá ficava mais fácil de entender e de conviver com a Ordem, então ela teve um sonho onde o Santo falava que lhe daria um habito branco com véu preto (símbolo da Ordem), porem a pessoas que constituíam a Casa em Siena eram apenas mulheres casadas e também viúvas avançadas na idade, depois de convencer sua mãe mas não convencendo as madres, enfrentou uma profunda doença, e afirmou aos pés da mãe que morreria se não fosse admitida na Ordem Penitente, depois de tal ameaça as irmãs falaram que algo que lhes preocupava muito era a beleza de Catarina, porem quando a visitaram e viram seu estado deplorável admitiram ela como membro da Ordem, e em um domingo muito alegre e depois que Catarina melhorou os Padres da Ordem entregaram o habito penitencial.

Testemunho de um Seminarista


Consagro esta breve partilha ao Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria para que ela conduza todos os leitores ao conhecimento de seu dileto filho.

Antes de mais nada acho justo uma breve apresentação. Meu nome é Gustavo, tenho vinte e dois anos, sou filho de pais separados, tenho uma irmã mais velha (casada, e linda por sinal). Formado em Artes Cênicas (licenciatura) na Universidade de Brasília e atualmente sou seminarista. Porém como diz a música “Você não sabe o quanto caminhei pra chegar até aqui”.

Como todo e qualquer jovem sempre me questionei sobre o meu papel na sociedade. É muito comum ouvirmos que devemos tornar o planeta em um espaço melhor e agradável, que cada ser humano tem sua função, sua importância no mundo. Eu, não diferente dos outros jovens, me questionava e queria saber por que vim ao mundo.

Desde muito pequeno sempre fui à igreja com minha avó materna, hoje já falecida, e quando chegava em casa imitava o padre e “presidia uma missa” com direito a túnica, cálice, batata Ruffles e Coca-Cola. Quando pequeno, entre seis e oito anos, sempre dizia que queria ser padre, mas o tempo foi passando e fui esquecendo aquela feliz motivação à qual o bom Deus me chamava.  No primeiro ano do ensino médio minha vida mudou radicalmente. No dia 21 de dezembro de 2002 minha mãe teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e logo em seguida, meus pais que eram ministros da Eucaristia e participavam do Conselho Pastoral Paroquial se separam. Lembro- me que meu pai apenas disse que a partir daquele dia não morava mais em casa. Ele saiu sem dizer nada, sem brigar, sem levantar a voz para minha mãe, apenas disse que não viveria mais com a gente.

                Como acreditar em Deus depois de tanto sofrimento?  De tanta angustia? Minha Mãe ainda doente falava para que nós nunca desistíssemos de Deus, pois ele sempre nos ensina com as adversidades da vida. Assim continuamos vivendo, sofrendo pela ausência do meu pai e ainda mais com a doença da minha mãe.

Comecei a fazer teatro como terapia, já que não sabia controlar o excesso de sentimentos que passava naquele momento. Então me apaixonei de tal modo pela arte que resolvi me dedicar a ela. No entanto, não conseguia passar na UnB de jeito maneira. Resolvi fazer uma barganha com aquela que sempre me auxiliou. Disse a Virgem Maria que se ela me desse à graça de passar nos vestibular eu seria sacerdote.

Durante todo o curso sempre batia uma inquietude quando pensava na minha vocação. O coração ardia em ver um padre celebrando o santo sacrifício, achava lindo um padre que por amor usava batina, me atraí a radicalidade de alguns pregadores, mas pela realidade que vivia na UnB e por ter novos sonhos, o sacerdócio foi esquecido mais uma vez. No ultimo ano do curso todas as inquietudes voltaram com mais intensidade. Passei a querer de Deus grande sinais, grandes manifestações da minha vocação; queria que o céu se rasgasse e uma voz extraordinária falasse: EIS O MEU FILHO MUITO AMADO QUE EU CHAMO AO SACERDÓCIO. Isso, porém, nunca aconteceu. Com o auxílio de um diretor espiritual fui percebendo que Deus se manifestava com pequenos gestos, no cotidiano. E isso foi suficiente para que desse o primeiro passo de ir nos encontros vocacionais do Seminário Maior Arquidiocesano.

Hoje estou no seminário e tenho uma vida que não é muito fácil, porém contraria a todo meu pensamento poético de achar que aqui eu sentiria e morreria de amor por Jesus que está a uns cinco metros do meu quarto. Embora, exista muitas dificuldades “EU SEI EM QUEM COLOQUEI MINHA FÉ” e sei que ele nunca me abandonou e nunca me abandonará. Se amor é decisão a cada dia me decido por viver para Cristo.


Seminarista Gustavo Xavier

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Amar não só com palavras, mas com atitudes




As pessoas da sociedade de hoje estão tão preocupadas com seus próprios problemas e interesses que o próximo se tornou algo insignificante e, na maioria das vezes, é visto como um perturbador, com isso, as pessoas sentem, a cada dia que passa, mais dificuldade de ser para o outro um suporte diante das dificuldades da vida, e infelizmente temos o crescimento de pessoas que aderem consciente e inconscientemente o individualismo como regimento de suas vidas, com isso vão embarcando num itinerário rumo à solidão e a tristeza. 

Um dos efeitos deste estado de isolamento, também algo muito comum que vem causando muito sofrimento às pessoas em nossos dias, é a depressão. Ela é uma doença que faz com que os indivíduos entrem numa tristeza profunda perdendo a esperança e a alegria de viver.

 Havia uma senhora, professora por muitos anos, que vivia muito só e tinha por família apenas uma filha, mas raramente se encontravam, pois não se relacionavam muito bem, contudo, estava passando por problemas de saúde quando veio a conhecer outra educadora que mudara para a mesma escola que trabalhara. Fizeram uma bela amizade e juntas faziam orações e conversavam bastante, uma era para a outra um sinal de Deus. Certa semana, a mulher debilitada faltou por uns dias e nem sequer deu satisfações do motivo, o que desencadeou na novata a curiosidade em saber o porquê do sumiço desavisado.

Após ligações não atendidas, ela partiu da escola com duas professoras, que eram mais próximas, rumo à casa da desaparecida, e logo que chegaram à recepção do edifício o porteiro lhes disse que também não a via há alguns dias, por isso, rapidamente ligaram para a filha dela e pediram permissão para entrar no apartamento, pois vizinhos comentaram a presença de moscas e mau cheiro no corredor. Depressa chamaram um chaveiro e conseguiram abrir a porta, chamaram por ela e nenhum sinal, quando entraram em seu quarto, lá estava ela, deitada em sua cama toda suja de fezes e urina e desacordada, prontamente se puseram a banhá-la e em seguida a encaminharam ao hospital. O diagnóstico revelou que ela havia sofrido uma série de Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas, depois de tudo isso, ela ainda está viva, porém hospitalizada e em estado de coma profundo.

Quis dizer isso para ilustrar que mesmo com a reclamação do mau cheiro e com a ausência há dias daquela mulher, nenhum vizinho e nem tampouco o porteiro, tendo percebido que havia algo de errado, foram capazes de tomar alguma providência. Entretanto, o foco principal aqui é a companheira de trabalho que se preocupou e tomou a atitude de ir ao seu encontro. Por isso, mesmo que a humanidade, em sua grande maioria, esteja voltada para si mesma, há pessoas que vivem para o outro e dedicam, se não todo, mas parte de seu tempo em prol da vida e da solidariedade. Uma música nos diz: Quem vive para si empobrece seu viver, quem doar a própria vida, vida nova há de colher.  Portanto quem perde o sentido da vida é porque não descobriu que o sentido dela é fazer-se vida para o outro.


Seminarista Rafael Ribeiro

O Amor e o Tempo




Quando falamos de amor e de tempo, nos deparamos com duas medidas: a de eternidade – por analogia - e a de finitude – por facticidade, respectivamente. Sim, por que o que será o amor senão manifestação da infinita bondade de Deus? O que será o amor senão esse ato supremo da vontade de Deus que permanece fiel a si mesmo? O que será o amor senão a decisão eterna e a medida inexaurível da ação de Deus, que se entrega a nós num movimento perene, absoluto, fazendo-nos capazes Dele mesmo? O amor é justamente expressão do ser e do agir de Deus!

E o tempo? Ah, que medida preciosa da graça de Deus que atua na criação e ordena todas as coisas, segundo o seu transcurso, elevando-as à plenitude da eternidade! Que revelação preciosa da ação de Deus, que é eterno, na finitude de suas obras! O tempo é verdadeiro lugar de encontro com o Senhor; constitui-se legítimo espaço de comunhão entre Deus e o homem à medida que, pelo dom inefável da revelação Divina e pela livre adesão humana, deixa de ser simples “passar” (“chronos”) e torna-se vislumbre do absoluto, eterno e imutável (“kayrós”).

Mas, e quando estas realidades do amor e do tempo parecem não se tocar, por causa de nossas decisões? E quando se se deixa de considerar a envergadura e importância totais de ambos e se passa a acreditar que se pode viver alheio de um ou de outro? Quando a postura que se adota é essa, instrumentaliza-se a um e a outro. Ambos são de importância absoluta para a correta integração do homem, enquanto ser inteiro, voltado à eternidade, ao infinito; ao mesmo tempo que inteiramente participante do mundo material. Se se prescinde de uma realidade ou de outra, seja do amor, seja do tempo, fragmenta-se o homem. É bem verdade ainda que, apesar do esforço por apresentar um e outro, não devem ser vistos como aspectos dissociados. São, na verdade, realidades que se enlaçam, o amor e o tempo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grito do Coração



Eis aqui minha vida, Senhor, ajudai-me a vencer as dificuldades que estão por vir, que vossa graça divina me dê forças para derrotar todos os males que me rodeiam.
Maria Santíssima, Mãe querida minha, me cubra com seu manto sagrado e me guie na caminhada que escolhi e que vou enfrentar, também nas minhas dificuldades espirituais porque assim eu posso combater o mal. Quero vencer o meu nervosismo quanto aos estudos, por isso me ensinai a estudar, a rezar e me ensinai a vivenciar, na vida comunitária, como a Sra. vivenciou a morte de seu Filho, no silêncio da vossa graça. Este fardo se torna pesado demais se eu carregar sozinho. Mãe eu vou carregar a minha cruz, como seu Filho carregou a Cruz para o Calvário na sua companhia, mesmo no silêncio eu sei que você está sempre ao meu lado.
Mãezinha eu TE AMO, Maria Santíssima.


Seminarista Raimundo Filho

São Lucas, o escritor da mansidão de Cristo


As devoções aos santos são muito comuns na Igreja Católica. Estes nos servem de exemplo para a nossa caminhada cristã, sem nunca perder de vista nosso maior exemplo, Jesus Cristo. Há muitos santos, alguns mais populares que outros, como por exemplo São Francisco de Assis ou São Bento. Cada um com seus ensinamentos, com os seus milagres, enfim, com o seu exemplo. Por isso, resolvi escrever sobre o santo ao qual tenho devoção, São Lucas Evangelista. Muito conhecido, porém pouco se houve falar em devoções a ele. Infelizmente, não temos muitas informações sobre sua vida; não tanto quanto temos de santos que viveram mais recentemente. Mas, consegui reunir algumas informações que adquiri com um pouco de pesquisa, com meus estudos sobre a Sagrada Escritura durante este ano, e também lendo um pouco sobre ele na tradição passada pelos primeiros Padres da Igreja. São Lucas para mim é um exemplo do Cristo misericórdia, de um Jesus que cuida dos mais necessitados. O fato de termos poucas informações sobre ele mostra sua humildade; escreveu bastante sobre Jesus, sobre Maria, sobre os Apóstolos e sobre a Igreja nascente. Apesar de ter tido grande importância no ministério de Paulo, não colocou o seu nome se quer uma vez em seus livros. Sem muito prolongar, escrevi algumas informações sobre ele e sobre seus escritos.

            Lucas nasceu em Antioquia da Síria. Cresceu em uma família pagã. Mas  foi convertido pelo Apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro. Nas prisões de São Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências, presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento diante do tribunal do imperador. Na segunda e derradeira vez, Paulo escreveu a Timóteo que agora todos o haviam abandonado, menos um:"Só Lucas está comigo". E essa foi a última notícia certa do evangelista. Lucas foi médico, conforme diz São Paulo na carta aos Colossenses (4,14): “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico”. Além disso, segundo algumas tradições, ele ainda foi historiador, músico e pintor.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Discipulado



Não quero estar em maus caminhos
Quero estar sempre contigo, Senhor.
Debaixo de Tuas asas, meu abrigo protetor,
Afagado pelos Teus carinhos.

Após de Ti eu seguirei;
Nas fadigas persistirei.
Que a Tua Palavra mude minha vida
Para transformar Tuas criaturas queridas.

Deixei tudo para Te seguir,
Não quero voltar atrás,
Quero viver só por Ti,
Pois só assim terei paz.

Te conheci por causa de Tua Palavra,
Meu coração ficou em chamas
Persevere em minha alma,
É o que coração clama.
  

No balançar das águas do Teu amor,
Prometi que mesmo na dor
Não Te abandono.
Ao Teus pés Te escutarei
Até a cruz seguirei
A Tua Paixão eu proclamo

Me chamaste para caminhar na vida contigo,
Vou até o fim, na dor, no sangue e até no perigo
Permanecendo nesse amor, vou me consumindo
Sou agora morada do Santo Espírito.

Pode ser que a renúncia me abale,
Mas não posso deixar que Tua boca cale
Fraquejar... pode até acontecer,
Mas por Tua vontade vou vencer.

Quero fazer valer cada gota de sangue
Derramada por mim. Não mereço!
Perseverar Teu proceder
É e será meu fim. Recomeço!


Seminarista Felipe Souza

Você aceita um pedacinho do céu?



Quando estamos na Santa Missa...
Em algum momento lembramos ou rezamos à Santíssima Trindade? À Nossa Senhora? Aos Santos? Aos Anjos?
Sim! Então, alguém concorda que o céu inteiro para tudo que está acontecendo (gente batendo carimbo, assinando folha de ponto, intercessão, etc.) para estar na Santa Missa?!

Brincadeira à parte é uma comparação para ilustrar como a Missa acontece. Como disse muito bem o Beato João Paulo II: "A Missa é um pedaço do céu".
E o que é que tem na Santa Missa de importante para toda a “galera” do céu se fazer presente? Deus entra na história da humanidade na pessoa de um Homem-Deus chamado Jesus. Ele ensinou de modo simples como se deve viver a vida tranquilamente e AMAR acima de tudo, garantindo assim o céu que já foi dado como graça através da maior prova de amor que existiu: Deu a vida por toda a humanidade!

Dá pra imaginar que Deus se fez homem e decidiu sofrer por amor a todos nós, sem nenhum de nós merecermos?! Esta foi a "Paixão de Cristo"! Realmente, podemos também dizer que foi uma “paixão grande” por cada um de nós; uma vontade imensa de nos ver no céu, na felicidade eterna; uma “misericórdia gigante” capaz de não conceber de modo algum que nós, filhos de Deus, continuássemos no inferno, ou seja, distantes da presença de Deus.

Este ato de salvação foi tão significativo que se estendeu além do tempo, alcançando aqueles que viveram desde os primórdios da terra, e perpassando a história continua tocando e mudando a vida de muitos, a nós e aos que ainda vão nascer. Perpassou o que conhecemos como tempo!

Quando participamos da Missa, entramos em comunhão com Deus na Santíssima Trindade; reconhecemos os nossos erros e clamamos por piedade; glorificamos a Deus pelo perdão concedido e por nos aceitar; paramos tudo para escutá-Lo a nos aconselhar, “puxar nossas orelhas”. Depois de escutar Suas palavras de amor, reafirmamos nossa fé, preparamos a mesa do banquete eucarístico, a refeição do céu, e entregamos a nossa vida a Ele. Enfim, chega o momento mais esperado... O céu se abre e o mesmo Verbo que se fez carne, se faz presente através do pão e do vinho, Corpo e Sangue de Cristo humilde e acessível a nós. Por fim, Ele se entrega a nós e também nos entregamos a Ele em uma total comunhão de amor. Ao final, vivemos e reconhecemos um dos principais nomes da Missa: Missão! Após a Benção Final somos enviados à missão e percebemos que a Missa começa também a partir deste momento!

Contudo, vivamos esse maravilhoso mistério! Quando irá experimentar desse pedacinho do céu?

Seminarista Thaisson Santarém