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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Obra e Vida de Santa Catarina de Sena




Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Siena que fica na Península Italiana, tinha como pai Tiago Benincasa que tinha a profissão de tintureiro de lã e a mãe Lapa Piagenti, a qual amava muito a filha caçula, mas a própria mãe demorou muito tempo para entender a espiritualidade da filha, provavelmente a mãe só compreendeu antes de morrer com 90 anos.

Aos seis anos de idade Santa Catarina teve sua primeira experiência Mística , quando estava voltando de uma visita a uma irmã junto com seu irmão Estevão , avistou sobre a Igreja de São Domingos uma visão de Jesus Cristo utilizando paramentos sacerdotais e sentado sobre um trono sustentado por duas nuvens, o irmão não entendeu, pois Catarina pôs-se a adorar ali mesmo , então Estevão começou a chama-la e quando ela desviou o olha para explicar ao irmão , a imagem sumiu e ela pôs-se a chorar inconsolavelmente, quando chegou em casa contou a seus parentes mas apenas a mãe acreditou e guardou isso para contar mais tarde a um Frei que fora o primeiro Biografo da Santa.

Aos sete anos Catarina decidiu não se casar, mas quando chegou aos seus 12 anos, como de costume ela foi obrigada a se enfeitar e participar de festas para arrumar um noivo, pois seus pais não queriam mais uma solteirona em casa, então Catarina muito desajeitada não arrumava nenhum rapaz que quisera ser seu pretendente, então sua mãe e sua irmã Boaventura tiveram uma ideia e mandaram Catarina morar com a irmã para se melhor portar, e deu certo Catarina passou a usar perfumes, a arrumar o cabelo entre outras coisas, mas algo de interessante e trágico aconteceu, quando enquanto Catarina estava na casa da irmã durante um parto a irmã morreu e ela voltou para casa dos pais.

Após Catarina de Sena rejeitar mais um noivo, a mãe Lapa ficou furiosa e substituiu a criada por ela, mas oque para muitos seria motivo de Tibieza pois ela não podia mais meditar a palavra nem rezar no quarto de oração, para ela foi um grande aprendizado pois ela aprendeu a ficar na cela de seu coração, com isso depois de muito tempo um dia seu pai Tiago entrou no quarto de Catarina e a viu em oração estática e chamou sua mulher e ambos ficaram admirando sua filha e logo após isso Catarina falou que não adiantava pois ela não iria se casar de forma alguma, então seu pai tomou a decisão de deixa-la livre para seguir sua vocação.

Então quando Catarina chegou aos seus 16 anos já não podia esperar para entrar na Ordem Penitente de São Domingos (O.P.), era uma comunidade de Leigos que viviam sobre as leis de São Domingos, pois ela sempre foi regida por essa Ascese de São Domingos e já com um sobrinho lá ficava mais fácil de entender e de conviver com a Ordem, então ela teve um sonho onde o Santo falava que lhe daria um habito branco com véu preto (símbolo da Ordem), porem a pessoas que constituíam a Casa em Siena eram apenas mulheres casadas e também viúvas avançadas na idade, depois de convencer sua mãe mas não convencendo as madres, enfrentou uma profunda doença, e afirmou aos pés da mãe que morreria se não fosse admitida na Ordem Penitente, depois de tal ameaça as irmãs falaram que algo que lhes preocupava muito era a beleza de Catarina, porem quando a visitaram e viram seu estado deplorável admitiram ela como membro da Ordem, e em um domingo muito alegre e depois que Catarina melhorou os Padres da Ordem entregaram o habito penitencial.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Amar não só com palavras, mas com atitudes




As pessoas da sociedade de hoje estão tão preocupadas com seus próprios problemas e interesses que o próximo se tornou algo insignificante e, na maioria das vezes, é visto como um perturbador, com isso, as pessoas sentem, a cada dia que passa, mais dificuldade de ser para o outro um suporte diante das dificuldades da vida, e infelizmente temos o crescimento de pessoas que aderem consciente e inconscientemente o individualismo como regimento de suas vidas, com isso vão embarcando num itinerário rumo à solidão e a tristeza. 

Um dos efeitos deste estado de isolamento, também algo muito comum que vem causando muito sofrimento às pessoas em nossos dias, é a depressão. Ela é uma doença que faz com que os indivíduos entrem numa tristeza profunda perdendo a esperança e a alegria de viver.

 Havia uma senhora, professora por muitos anos, que vivia muito só e tinha por família apenas uma filha, mas raramente se encontravam, pois não se relacionavam muito bem, contudo, estava passando por problemas de saúde quando veio a conhecer outra educadora que mudara para a mesma escola que trabalhara. Fizeram uma bela amizade e juntas faziam orações e conversavam bastante, uma era para a outra um sinal de Deus. Certa semana, a mulher debilitada faltou por uns dias e nem sequer deu satisfações do motivo, o que desencadeou na novata a curiosidade em saber o porquê do sumiço desavisado.

Após ligações não atendidas, ela partiu da escola com duas professoras, que eram mais próximas, rumo à casa da desaparecida, e logo que chegaram à recepção do edifício o porteiro lhes disse que também não a via há alguns dias, por isso, rapidamente ligaram para a filha dela e pediram permissão para entrar no apartamento, pois vizinhos comentaram a presença de moscas e mau cheiro no corredor. Depressa chamaram um chaveiro e conseguiram abrir a porta, chamaram por ela e nenhum sinal, quando entraram em seu quarto, lá estava ela, deitada em sua cama toda suja de fezes e urina e desacordada, prontamente se puseram a banhá-la e em seguida a encaminharam ao hospital. O diagnóstico revelou que ela havia sofrido uma série de Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas, depois de tudo isso, ela ainda está viva, porém hospitalizada e em estado de coma profundo.

Quis dizer isso para ilustrar que mesmo com a reclamação do mau cheiro e com a ausência há dias daquela mulher, nenhum vizinho e nem tampouco o porteiro, tendo percebido que havia algo de errado, foram capazes de tomar alguma providência. Entretanto, o foco principal aqui é a companheira de trabalho que se preocupou e tomou a atitude de ir ao seu encontro. Por isso, mesmo que a humanidade, em sua grande maioria, esteja voltada para si mesma, há pessoas que vivem para o outro e dedicam, se não todo, mas parte de seu tempo em prol da vida e da solidariedade. Uma música nos diz: Quem vive para si empobrece seu viver, quem doar a própria vida, vida nova há de colher.  Portanto quem perde o sentido da vida é porque não descobriu que o sentido dela é fazer-se vida para o outro.


Seminarista Rafael Ribeiro

O Amor e o Tempo




Quando falamos de amor e de tempo, nos deparamos com duas medidas: a de eternidade – por analogia - e a de finitude – por facticidade, respectivamente. Sim, por que o que será o amor senão manifestação da infinita bondade de Deus? O que será o amor senão esse ato supremo da vontade de Deus que permanece fiel a si mesmo? O que será o amor senão a decisão eterna e a medida inexaurível da ação de Deus, que se entrega a nós num movimento perene, absoluto, fazendo-nos capazes Dele mesmo? O amor é justamente expressão do ser e do agir de Deus!

E o tempo? Ah, que medida preciosa da graça de Deus que atua na criação e ordena todas as coisas, segundo o seu transcurso, elevando-as à plenitude da eternidade! Que revelação preciosa da ação de Deus, que é eterno, na finitude de suas obras! O tempo é verdadeiro lugar de encontro com o Senhor; constitui-se legítimo espaço de comunhão entre Deus e o homem à medida que, pelo dom inefável da revelação Divina e pela livre adesão humana, deixa de ser simples “passar” (“chronos”) e torna-se vislumbre do absoluto, eterno e imutável (“kayrós”).

Mas, e quando estas realidades do amor e do tempo parecem não se tocar, por causa de nossas decisões? E quando se se deixa de considerar a envergadura e importância totais de ambos e se passa a acreditar que se pode viver alheio de um ou de outro? Quando a postura que se adota é essa, instrumentaliza-se a um e a outro. Ambos são de importância absoluta para a correta integração do homem, enquanto ser inteiro, voltado à eternidade, ao infinito; ao mesmo tempo que inteiramente participante do mundo material. Se se prescinde de uma realidade ou de outra, seja do amor, seja do tempo, fragmenta-se o homem. É bem verdade ainda que, apesar do esforço por apresentar um e outro, não devem ser vistos como aspectos dissociados. São, na verdade, realidades que se enlaçam, o amor e o tempo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grito do Coração



Eis aqui minha vida, Senhor, ajudai-me a vencer as dificuldades que estão por vir, que vossa graça divina me dê forças para derrotar todos os males que me rodeiam.
Maria Santíssima, Mãe querida minha, me cubra com seu manto sagrado e me guie na caminhada que escolhi e que vou enfrentar, também nas minhas dificuldades espirituais porque assim eu posso combater o mal. Quero vencer o meu nervosismo quanto aos estudos, por isso me ensinai a estudar, a rezar e me ensinai a vivenciar, na vida comunitária, como a Sra. vivenciou a morte de seu Filho, no silêncio da vossa graça. Este fardo se torna pesado demais se eu carregar sozinho. Mãe eu vou carregar a minha cruz, como seu Filho carregou a Cruz para o Calvário na sua companhia, mesmo no silêncio eu sei que você está sempre ao meu lado.
Mãezinha eu TE AMO, Maria Santíssima.


Seminarista Raimundo Filho

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Páscoa na Fazenda Senhor Jesus

Esse ano tivemos a oportunidade e a graça de fazer um trabalho pastoral na Fazenda Senhor Jesus (fazenda de recuperação de dependentes químicos), no Recanto das Emas; e celebramos com os irmãos internos a Páscoa. Vejam algumas das fotos de nosso trabalho e da nossa linda celebração.