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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João Evangelista

São João Evangelista – 27 de Dezembro

O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso":uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s). 

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável. 

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. 

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano. 

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo. 

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC). 

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. 


São João Evangelista, rogai por nós!


Seminarista Felipe Souza

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Vida e Obra de São João Maria Batista Vianney



      João Maria Vianney nasceu no dia 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a 10 quilômetros ao norte de Lyon, na França, era o quarto filho de Mateus Vianney e Maria, sendo o pai de João um proprietário de terra com doze hectares que ele mesmo Cultivava. João Maria Vianney foi batizado no mesmo dia em que nasceu. Desde criança o pequeno João Maria queria ser padre, aos quatro anos ia sempre à igreja e gostava de rezar sempre.

Nesse período a cidade de Lyon se encontrava em conflito e a liberdade religiosa ficou ferida, para manter a ordem na cidade, o padre aceitou se sujeitar às normas do Estado para não fechar a igreja, porém pouco depois a igreja foi fechada pela repressão em 1794. Mesmo assim, João continuava suas orações em seu quarto. Depois da revolta da época, a população estava na miséria, e João sempre ajudava os mais pobres e necessitados, destacando-se entre os garotos de sua época.

      Aos treze anos de idade João Maria Vianney foi morar na casa de um tio em Écully para ser catequizado pelas freiras, que também o ensinou a ler e escrever, João pouco conhecia a língua francesa, pois falava em sua casa um dialeto regional. Em 1799 João recebe a primeira comunhão em um quarto de uma casa em Écully, para não levantar suspeitas foi colocada uma carroça de feno na frente da janela, com todo esse clima de tensão João fica sensibilizado com a coragem do padre e assim desejava ardentemente ser um sacerdote. Aos vinte anos João inicia seus estudos em vista do sacerdócio, porém suas dificuldades com o francês o impedia de bem realizar seus estudos e ainda o latim, língua litúrgica na época, que João aprendia com dificuldades, mas era bem esperto quando o ensinavam em linguagem simples.

Para conseguir êxito em seus estudos João faz uma peregrinação a Louvesc, onde estava enterrado são Francisco Régis, de quem se falava que de Deus conseguiria qualquer graça, fez o percurso de cem quilômetros a pé e ainda como mendicante, quase morreu de fome e no fim da trajetória ele diz “só mendiguei uma vez na minha vida e me dei mal. Foi então que aprendi que é melhor dar que receber.”

     Quando a guerra estourou João Maria foi convocado, mas em meio à guerra ele ficou gravemente enfermo e fugiu para aldeia dos Robins, onde ficou amigo de boa parte da população e assim ele não foi denunciado. Quando o irmão mais novo que João completou a maioridade ele se ofereceu para lutar no lugar dele, já que o pai de João teve que pagar altas multas, o irmão nunca mais voltou desse combate. João ingressara no seminário de Varrières no dia 1° de novembro de 1812. Mas no fim da filosofia João fora dispensado pelo seu fraco rendimento, mas, logo ingressou em um seminário Saint-Irènée, mas nesse seminário todas as aulas são ministradas em latim, fazendo que João reprove nas primeiras provas e novamente é mandado para casa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Obra e Vida de Santa Catarina de Sena




Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Siena que fica na Península Italiana, tinha como pai Tiago Benincasa que tinha a profissão de tintureiro de lã e a mãe Lapa Piagenti, a qual amava muito a filha caçula, mas a própria mãe demorou muito tempo para entender a espiritualidade da filha, provavelmente a mãe só compreendeu antes de morrer com 90 anos.

Aos seis anos de idade Santa Catarina teve sua primeira experiência Mística , quando estava voltando de uma visita a uma irmã junto com seu irmão Estevão , avistou sobre a Igreja de São Domingos uma visão de Jesus Cristo utilizando paramentos sacerdotais e sentado sobre um trono sustentado por duas nuvens, o irmão não entendeu, pois Catarina pôs-se a adorar ali mesmo , então Estevão começou a chama-la e quando ela desviou o olha para explicar ao irmão , a imagem sumiu e ela pôs-se a chorar inconsolavelmente, quando chegou em casa contou a seus parentes mas apenas a mãe acreditou e guardou isso para contar mais tarde a um Frei que fora o primeiro Biografo da Santa.

Aos sete anos Catarina decidiu não se casar, mas quando chegou aos seus 12 anos, como de costume ela foi obrigada a se enfeitar e participar de festas para arrumar um noivo, pois seus pais não queriam mais uma solteirona em casa, então Catarina muito desajeitada não arrumava nenhum rapaz que quisera ser seu pretendente, então sua mãe e sua irmã Boaventura tiveram uma ideia e mandaram Catarina morar com a irmã para se melhor portar, e deu certo Catarina passou a usar perfumes, a arrumar o cabelo entre outras coisas, mas algo de interessante e trágico aconteceu, quando enquanto Catarina estava na casa da irmã durante um parto a irmã morreu e ela voltou para casa dos pais.

Após Catarina de Sena rejeitar mais um noivo, a mãe Lapa ficou furiosa e substituiu a criada por ela, mas oque para muitos seria motivo de Tibieza pois ela não podia mais meditar a palavra nem rezar no quarto de oração, para ela foi um grande aprendizado pois ela aprendeu a ficar na cela de seu coração, com isso depois de muito tempo um dia seu pai Tiago entrou no quarto de Catarina e a viu em oração estática e chamou sua mulher e ambos ficaram admirando sua filha e logo após isso Catarina falou que não adiantava pois ela não iria se casar de forma alguma, então seu pai tomou a decisão de deixa-la livre para seguir sua vocação.

Então quando Catarina chegou aos seus 16 anos já não podia esperar para entrar na Ordem Penitente de São Domingos (O.P.), era uma comunidade de Leigos que viviam sobre as leis de São Domingos, pois ela sempre foi regida por essa Ascese de São Domingos e já com um sobrinho lá ficava mais fácil de entender e de conviver com a Ordem, então ela teve um sonho onde o Santo falava que lhe daria um habito branco com véu preto (símbolo da Ordem), porem a pessoas que constituíam a Casa em Siena eram apenas mulheres casadas e também viúvas avançadas na idade, depois de convencer sua mãe mas não convencendo as madres, enfrentou uma profunda doença, e afirmou aos pés da mãe que morreria se não fosse admitida na Ordem Penitente, depois de tal ameaça as irmãs falaram que algo que lhes preocupava muito era a beleza de Catarina, porem quando a visitaram e viram seu estado deplorável admitiram ela como membro da Ordem, e em um domingo muito alegre e depois que Catarina melhorou os Padres da Ordem entregaram o habito penitencial.