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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Discipulado



Não quero estar em maus caminhos
Quero estar sempre contigo, Senhor.
Debaixo de Tuas asas, meu abrigo protetor,
Afagado pelos Teus carinhos.

Após de Ti eu seguirei;
Nas fadigas persistirei.
Que a Tua Palavra mude minha vida
Para transformar Tuas criaturas queridas.

Deixei tudo para Te seguir,
Não quero voltar atrás,
Quero viver só por Ti,
Pois só assim terei paz.

Te conheci por causa de Tua Palavra,
Meu coração ficou em chamas
Persevere em minha alma,
É o que coração clama.
  

No balançar das águas do Teu amor,
Prometi que mesmo na dor
Não Te abandono.
Ao Teus pés Te escutarei
Até a cruz seguirei
A Tua Paixão eu proclamo

Me chamaste para caminhar na vida contigo,
Vou até o fim, na dor, no sangue e até no perigo
Permanecendo nesse amor, vou me consumindo
Sou agora morada do Santo Espírito.

Pode ser que a renúncia me abale,
Mas não posso deixar que Tua boca cale
Fraquejar... pode até acontecer,
Mas por Tua vontade vou vencer.

Quero fazer valer cada gota de sangue
Derramada por mim. Não mereço!
Perseverar Teu proceder
É e será meu fim. Recomeço!


Seminarista Felipe Souza

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Eclesiologia de comunhão: A relação ministério-comunidade



Atualmente parece predominante uma mentalidade que busca enaltecer os ministérios não ordenados. Tal fato é bastante positivo e justo porque tira dos leigos uma posição demasiadamente passiva. Aqui lembramos que verdadeiramente o clericalismo foi muito prejudicial para a comunidade dos fieis leigos, pois não davam a eles um verdadeiro protagonismo tanto na participação da liturgia como nos diversos trabalhos da comunidade.

Quando contemplamos Jesus nas diversas situações em que se encontra com as pessoas necessitadas e marginalizadas do seu tempo percebemos que o seu ministério de cura ou de pregação não impedia o protagonismo das pessoas, muito pelo contrario ele enaltecia: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50; 8, 48.50; 18, 42), esta frase de Cristo a encontramos muitas vezes nos evangelhos. Através desta expressão Cristo quer mostrar não que a fé é algo subjetivo, mas que ela se vive de modo ativo.

Jesus não diz: eu te curei ou eu te salvei (ainda que seja verdade tal fato), mas “tua fé te salvou” mostrando assim que a salvação que ele veio nos dar não tira nossa responsabilidade nem muito menos impede nosso protagonismo. A fé é um modo de protagonizar nosso seguimento de Cristo, por isso esta deve ser vivida de modo ativo.

Verdadeiramente Deus, e somente Ele, pode nos conceder a salvação, mas a busca pela salvação se realiza de modo ativo e operante. De modo que para alcançar esta salvação concedida por Cristo, o cristão deve ter uma atitude ativa e protagonista.

O ministério de reconciliação que Cristo realiza em nosso favor não impede o nosso protagonismo, antes exige de nós uma atitude ativa. A encarnação mesmo sendo obra do Espírito Santo, não tirou o protagonismo de Maria. Observamos que o anjo se afasta somente quando ouve resposta ativa e operante de mãe do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

O ministério sacerdotal na Igreja durante muito tempo, ao contrario de como Jesus realizava seu ministério, deixava os fieis numa atitude totalmente passiva e subjugada. Por isso é justo e necessário a valorização dos ministérios leigos. Os fieis também são chamados a atuarem de modo ativo na missão da Igreja, os ministérios não-ordenados são um grande serviço a todo o povo de Deus (leigos e hierarquia não esqueçamos, como expressa a LG 11, fazem parte do povo de Deus). 
 
Contudo, apesar de toda essa valorização dos ministérios na Igreja, temos que evitar outra mentalidade, muito prejudicial, que é a de relacionar os ministérios não ordenados unicamente a dignidade dos leigos. Há quem diga que os ministérios não-ordenados são importantes unicamente porque valorizam o papel do leigo. Os ministérios não são para afirmar ou mostrar a dignidade dos leigos. A importância dos ministérios é que eles estão a serviço da Igreja. A finalidade dos ministérios não é afirmar a dignidade dos leigos, mesmo que esta afirmação seja justa, os ministérios são para o bem comum (1Cor 12, 7; 14, 3-12), ou seja para edificação de toda a Igreja. Os diversos ministérios não têm como finalidade a afirmação da dignidade dos leigos, eles são um serviço (diaconia) cuja finalidade é a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4, 12).

“Deus suscita ministérios na comunidade e para comunidade”[1]. Assim como os ministérios ordenados não podem estar a serviços daqueles o exercem, assim também os ministérios não-ordenados não podem estar a serviço daqueles que os exercem. É necessário colocar os ministérios numa estreita relação com a comunidade (toda a comunidade), esta é, pois uma tarefa importante da teologia: “Historicamente os ministérios aparecem ligado indissoluvelmente a comunidade” [2].

Igreja toda é ministerial, por isso temos que ver o ministérios não em relação a uma categoria de fiéis da Igreja, sejam eles presbíteros ou leigos, se no passado os ministérios estavam relacionados a pessoa do padre, hoje temos o risco de falar dos ministérios não-ordenados, somente em relação a dignidade dos leigos, como se os ministérios não-ordenados existissem apenas para salvaguardar a dignidade dos fieis. Como diz são Paulo os ministérios são para o bem comum. Eles existem para a edificação de toda a Igreja (Ef 4, 12).   

Assim expressa Oñatibia sobre este fato de relacionar o ministério somente a pessoa: “a partir de uma concepção da Igreja como uma instituição e sociedade, os ministérios eram definidos durante todo este período em termos de poderes sacramentais inerentes a pessoa, sem uma conexão aparente com a comunidade”[3]. 

A relação ministério-comunidade é tão estreita que até mesmo sua redescoberta na teologia contemporânea está ligada a um fator marcadamente eclesial. É a partir da renovada eclesiologia de comunhão que se torna possível situar os ministérios dentro do contexto de serviço à Igreja. A visão de ministério como um serviço à comunidade só foi possível graças à compreensão, lançada pelo Concilio Vaticano II (LG 13), da estrutura social da Igreja como comunhão.

Os ministérios, sejam eles ordenados ou não, devem ser lidos a partir da categoria de serviço, é desse modo que Cristo interpreta seu ministério: Ele veio para servir e não para ser servido (Mc 9, 35;  Mt 23, 11; Lc 22, 26s). Os ministérios são um serviço, não uma condecoração ou símbolo para afirmar a dignidade de quem quer que seja.


Padre Miguel Alon



[1]  Oñatibia, «El sacramento Del ordem», in: Borobio (diretor), La Celebración en la Iglesia: Sacramentos, Ediciones Sigueme, Salamanca, 5ª Ed., 2008 pg. 636.
[2] Ibid, pg. 637.
[3] Ibid, pg. 617.

Amizade com reciprocidade


Embora a amizade seja um amor puro e desinteressado em sua essência não nega a possibilidade de uma reciprocidade necessária para uma boa convivência entre pessoas amigas.

Isso se dá pelo fato de que o coração humano precisa ser preenchido pelo cuidado e atenção que é dado à pessoa amada, por isso se exige a reciprocidade.





Seminarista José Eudes

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vocação


Todo cristão tem uma vocação. Ela é um chamado de Deus, cujo objetivo é a realização da pessoa humana; é dom divino, pois visa à construção do Reino dos Céus. Somos chamados primeiramente à santidade; sendo um adolescente santo, certamente o relacionamento com pais, irmãos e amigos será diferente.
 Existe uma diferença entre Vocação Fundamental e Vocação Específica. Podemos entender por Vocação Fundamental o chamado de cada pessoa à vida, a ser filho de Deus, a ser cristão. A vocação específica é justamente aquela a que somos chamados a seguir, seja religiosa, sacerdotal ou laical.
Durante toda a vida de um jovem existem certas situações que o levam a se afastar de Deus, deixando que outras coisas tomem o lugar do Mestre que deveria ser o primeiro, seja um namoro e até mesmo as amizades.
Caminhando na Igreja, com persistência na oração, o filho de Deus encontrará a vontade do Pai em sua vida e assim se cumprirá o desejo divino de sermos todos felizes e, é exatamente isto que Ele quer: que seus filhos sejam felizes.
Ao tomar uma decisão tão importante para continuar os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, deixa-se família, amigos e bens e deposita-se toda confiança n’Aquele que nos criou. É importante deixar que o Espírito Santo nos conduza para melhor discernir a Sua vontade.
São José, rogai por nós!

Seminarista Felipe Souza

Jogar no Time de Cristo



Jogar no time de Cristo é oportunidade para todos, porém, é a escolha de poucos, na verdade todos deveriam jogar no mesmo time, mas a inveja, orgulho, soberba, desobediência e, resumindo, o pecado, acabou criando outros times. O mais engraçado disso tudo é que a maioria deles sabe que só um time é o vencedor, porque na verdade só existe um, e mesmo sabendo desta verdade ainda teimam em insistir nesta futura derrota.

O bom de jogar neste time é que contamos com a melhor equipe técnica existente, sendo ela a única capaz de desenvolver mesmo o pior de todos os jogadores, levando ele a perfeição, isso só pode acontecer com as resposta físicas e espirituais do mesmo, para jogar neste time basta ouvir o chamado do fundador (Criador = Deus) Ele nos chama de várias formas: Usando intermediadores, anúncios através de um dos membros do time, imagens, músicas, eventos, retiros ou até mesmo Sua própria voz, após ter sido convocado por Ele temos que responder a essa convocação com toda nossa liberdade, liberdade que Ele mesmo nos da para essa resposta.

Sendo ela negativa, na maioria das vezes Ele sempre arruma um jeito de nos convocar novamente, mas em alguns casos essas pessoas que negam essa convocação acabam se perdendo e se afogando em dívidas, tristezas e decepções, tornando cada vez mais difícil ouvir a convocação do Criador, muitos morrem sem ouvir, por conta de seus erros, mais nunca por falta de ser convocado, pois esta convocação é para todos.

Sendo positiva, vai ser um dos primeiros passos a ser dado nesse campeonato, a primeira lição, são as regras a ser cumpridas, sabendo que não é uma disputa entre uns aos outros, temos como adversário apenas o Demônio que é o autor de todas as divisões e do pecado, então podemos entender que a unidade é primordial neste time, enfim, são vários treinamentos, várias partidas, muitas dificuldades, algumas derrotas de nossa parte, mas com muito esforço, vontade, e uma boa dose de coragem, para que mesmo sendo o pior jogador, confie na formação da equipe técnica, porque assim todos pode alcançar a perfeição e o troféu que é a entrada para o Céu, um lugar feito pelo Criador para aqueles que cumprirem suas metas neste maravilhoso time.

Você já foi convocado?  Qual foi a sua resposta?

Qual time você está jogando?  Você está jogando como o Técnico espera?

O que pode ser feito para melhorar?  Está disposto a fazer tudo que a equipe técnica propor ou até mesmo impor?

Escrito pelo pior gandula desse time, mais muito feliz de estar no time certo lutando para ser o que a equipe técnica espera.

JC NAZARENO É CAMPEÃO!!!


Seminarista Anderson Jorge de Jesus Carvalho