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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bento XVI nomeia novo bispo auxiliar para Brasília

peValdir_MamedeA Nunciatura Apostólica comunicou na manhã desta quarta-feira, 6 de fevereiro, a nomeação do Monsenhor Valdir Mamede como novo bispo auxiliar de Brasília (DF).  O Santo Padre acolheu solicitação do arcebispo Dom Sérgio da Rocha que pediu um novo colaborador.

Monsenhor Valdir Mamede foi até agora, pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Maria, no Park Way, em Brasília. Mineiro de Silvianópolis, nasceu em 21 de julho de 1961. Entrou para o Seminário dos Claretianos em Pouso Alegre (MG), em 1979, e professou seus votos religiosos em 1981. Foi ordenado padre por dom João Bosco Óliver de Faria, em maio de 1988. Aceito no clero de Brasília pelo Cardeal dom José Freire Falcão, em 2003, foi incardinado por ato do cardeal dom João Braz de Aviz, em 2006.

Licenciado em Direito Canônico pelo Angelicum, de Roma, na Itália, Monsehor Mamede obteve título acadêmico de Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Principais atividades pastorais como missionário claretiano:
- 1988: Vigário paroquial na Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre (MG);
- 1989-1992: Vigário paroquial e pároco (1992-1995) da Paróquia Imaculado Coração de Maria na cidade do Rio de Janeiro (RJ);
- 1992-2000 – Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Taguatinga (DF).
Atividades como membro do Clero da Arquidiocese de Brasília:
2003 – 2007: Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Gama (DF);
2007 – 2013: Pároco da Paróquia Imaculado Coração de Maria no Park Way.

O novo bispo também foi Vigário Judicial Adjunto do tribunal Eclesiástico de Brasília entre 2004 e 2007. Desde 2004 também, ele é professor de Direito Canônico no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima de Brasília. Monsenhor Mamede também leciona no Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília.

Outras funções que exerce atualmente:
- Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Brasília;
- Membro do Conselho Presbiteral Arquidiocesano;
- Membro do Conselho Episcopal.


Fonte (cnbb.org.br)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Eclesiologia de comunhão: A relação ministério-comunidade



Atualmente parece predominante uma mentalidade que busca enaltecer os ministérios não ordenados. Tal fato é bastante positivo e justo porque tira dos leigos uma posição demasiadamente passiva. Aqui lembramos que verdadeiramente o clericalismo foi muito prejudicial para a comunidade dos fieis leigos, pois não davam a eles um verdadeiro protagonismo tanto na participação da liturgia como nos diversos trabalhos da comunidade.

Quando contemplamos Jesus nas diversas situações em que se encontra com as pessoas necessitadas e marginalizadas do seu tempo percebemos que o seu ministério de cura ou de pregação não impedia o protagonismo das pessoas, muito pelo contrario ele enaltecia: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50; 8, 48.50; 18, 42), esta frase de Cristo a encontramos muitas vezes nos evangelhos. Através desta expressão Cristo quer mostrar não que a fé é algo subjetivo, mas que ela se vive de modo ativo.

Jesus não diz: eu te curei ou eu te salvei (ainda que seja verdade tal fato), mas “tua fé te salvou” mostrando assim que a salvação que ele veio nos dar não tira nossa responsabilidade nem muito menos impede nosso protagonismo. A fé é um modo de protagonizar nosso seguimento de Cristo, por isso esta deve ser vivida de modo ativo.

Verdadeiramente Deus, e somente Ele, pode nos conceder a salvação, mas a busca pela salvação se realiza de modo ativo e operante. De modo que para alcançar esta salvação concedida por Cristo, o cristão deve ter uma atitude ativa e protagonista.

O ministério de reconciliação que Cristo realiza em nosso favor não impede o nosso protagonismo, antes exige de nós uma atitude ativa. A encarnação mesmo sendo obra do Espírito Santo, não tirou o protagonismo de Maria. Observamos que o anjo se afasta somente quando ouve resposta ativa e operante de mãe do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

O ministério sacerdotal na Igreja durante muito tempo, ao contrario de como Jesus realizava seu ministério, deixava os fieis numa atitude totalmente passiva e subjugada. Por isso é justo e necessário a valorização dos ministérios leigos. Os fieis também são chamados a atuarem de modo ativo na missão da Igreja, os ministérios não-ordenados são um grande serviço a todo o povo de Deus (leigos e hierarquia não esqueçamos, como expressa a LG 11, fazem parte do povo de Deus). 
 
Contudo, apesar de toda essa valorização dos ministérios na Igreja, temos que evitar outra mentalidade, muito prejudicial, que é a de relacionar os ministérios não ordenados unicamente a dignidade dos leigos. Há quem diga que os ministérios não-ordenados são importantes unicamente porque valorizam o papel do leigo. Os ministérios não são para afirmar ou mostrar a dignidade dos leigos. A importância dos ministérios é que eles estão a serviço da Igreja. A finalidade dos ministérios não é afirmar a dignidade dos leigos, mesmo que esta afirmação seja justa, os ministérios são para o bem comum (1Cor 12, 7; 14, 3-12), ou seja para edificação de toda a Igreja. Os diversos ministérios não têm como finalidade a afirmação da dignidade dos leigos, eles são um serviço (diaconia) cuja finalidade é a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4, 12).

“Deus suscita ministérios na comunidade e para comunidade”[1]. Assim como os ministérios ordenados não podem estar a serviços daqueles o exercem, assim também os ministérios não-ordenados não podem estar a serviço daqueles que os exercem. É necessário colocar os ministérios numa estreita relação com a comunidade (toda a comunidade), esta é, pois uma tarefa importante da teologia: “Historicamente os ministérios aparecem ligado indissoluvelmente a comunidade” [2].

Igreja toda é ministerial, por isso temos que ver o ministérios não em relação a uma categoria de fiéis da Igreja, sejam eles presbíteros ou leigos, se no passado os ministérios estavam relacionados a pessoa do padre, hoje temos o risco de falar dos ministérios não-ordenados, somente em relação a dignidade dos leigos, como se os ministérios não-ordenados existissem apenas para salvaguardar a dignidade dos fieis. Como diz são Paulo os ministérios são para o bem comum. Eles existem para a edificação de toda a Igreja (Ef 4, 12).   

Assim expressa Oñatibia sobre este fato de relacionar o ministério somente a pessoa: “a partir de uma concepção da Igreja como uma instituição e sociedade, os ministérios eram definidos durante todo este período em termos de poderes sacramentais inerentes a pessoa, sem uma conexão aparente com a comunidade[3]

A relação ministério-comunidade é tão estreita que até mesmo sua redescoberta na teologia contemporânea está ligada a um fator marcadamente eclesial. É a partir da renovada eclesiologia de comunhão que se torna possível situar os ministérios dentro do contexto de serviço à Igreja. A visão de ministério como um serviço à comunidade só foi possível graças à compreensão, lançada pelo Concilio Vaticano II (LG 13), da estrutura social da Igreja como comunhão.

Os ministérios, sejam eles ordenados ou não, devem ser lidos a partir da categoria de serviço, é desse modo que Cristo interpreta seu ministério: Ele veio para servir e não para ser servido (Mc 9, 35;  Mt 23, 11; Lc 22, 26s). Os ministérios são um serviço, não uma condecoração ou símbolo para afirmar a dignidade de quem quer que seja.


Padre Miguel Alon



[1]  Oñatibia, «El sacramento Del ordem», in: Borobio (diretor), La Celebración en la Iglesia: Sacramentos, Ediciones Sigueme, Salamanca, 5ª Ed., 2008 pg. 636.
[2] Ibid, pg. 637.
[3] Ibid, pg. 617.

domingo, 18 de novembro de 2012

Cardeal diz que novo livro do Papa vai ajudar a repensar o Natal


O livro final da trilogia do Papa Bento XVI sobre “Jesus de Nazaré” vai ajudar a “repensar o mistério do Natal”. Isso foi o que disse neste sábado, 17, em Braga, o presidente do Pontifício Conselho da Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. O Cardeal é um dos responsáveis pela apresentação mundial da obra.

“Este livro terá um relevo particular para os crentes, por causa do tema da encarnação, sobretudo nas proximidades do Natal, mas também tem um valor para todos, porque aborda o tema das crianças, da maternidade, da paternidade, do massacre dos inocentes, da fuga do Egito”, disse.

Segundo Dom Ravasi, os episódios abordados pelo Papa enfrentam “temas dramáticos”, que não interessam “apenas aos crentes”. O novo livro, que aborda a infância de Jesus, será apresentado nesta terça-feira, 20, pelo Cardeal Ravasi e pela teóloga brasileira María Clara Bingemer. No dia seguinte, 21, será lançada em Portugal uma edição em português.

O livro vai abordar os chamados “evangelhos de infância”, sobre os primeiros anos de vida de Cristo, e é apresentado pelo próprio Papa como uma introdução aos dois livros precedentes sobre a figura e a mensagem de Cristo.

Cardeal Ravasi, um especialista no estudo da Bíblia, destaca que os evangelhos têm de ser lidos a partir da história e da literatura, mas também com um “olhar teológico” que remete para a “dimensão transcendente”.

O primeiro volume de ‘Jesus de Nazaré’ tinha sido publicado em 2007 e era dedicado ao começo da vida pública de Cristo (desde o batismo à transfiguração). A segunda parte da obra foi apresentada em março de 2011, dando destaque aos momentos que precederam a morte de Jesus e a sua ressurreição. Toda a obra começou a ser escrita no verão de 2003, antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.

(fonte: cancaonova.com)

Arquidiocese de Aparecida ganha um novo Bispo Auxiliar



Bento XVI nomeou Bispo Auxiliar o atual Reitor do Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida


Bento XVI nomeou nesta quarta-feira (14) um bispo auxiliar para a Arquidiocese de Aparecida.
Padre Darci José Nicioli (CSsR) é Missionário Redentorista, atualmente Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
O novo Bispo auxiliar de Campinas nasceu em 1959, é natural de Jacutinga, MG; foi ordenado sacerdote em 1986, na igreja-matriz de Santo Antonio, em Jacutinga, MG. É Mestre em Teologia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo, em Roma.
Desempenhou diversos cargos, dentre os quais: Superior da Casa Geral dos Missionários Redentoristas em Roma (2005-2008); administrador-ecônomo do Santuário Nacional (1997-2005); Superior da Comunidade Religiosa de Campinas (1995-1996); professor de Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1990); professor de Teologia do Instituto Teológico de São Paulo - Itesp (1989); Reitor do Instituto Filosófico Redentorista de Campinas (1988-1996); Pároco da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade de São Paulo(1989-1990).
Atualmente, é vigário-provincial da Província Redentorista de São Paulo e Superior e Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

(fonte: zenit.org)

quinta-feira, 1 de março de 2012

O Papa Bento XVI nomeia novo Auxiliar para o Rio de Janeiro

O Papa Bento XVI, cuja habitual audiência geral das quartas-feiras não foi realizada hoje por estar em exercícios espirituais com a cúria do Vaticano, nomeou hoje o sacerdote Luiz Henrique Da Silva Brito como novo Bispo Auxiliar do Rio do Janeiro no Brasil.

O Bispo eleito nasceu em 19 de maio de 1967 no Sao Gonçalo e foi ordenado sacerdote em 14 de dezembro de 1991. Licenciou-se em Direito Canônico pelo Instituto Superior de Direito Canônico de Rio de Janeiro (1992) e em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma (2005).

Sua ordenação episcopal será no dia 12 de maio de 2012, sábado, às 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

Segundo informa a web da arquidiocese do Rio, até a nomeação, monsenhor Luiz Henrique exercia várias funções na Diocese de Campos (RJ), onde era incardinado e, desde o dia 30 de junho de 2010 era pároco da Paróquia São Benedito, em Campos.

Fluminense de São Gonçalo, nasceu no dia 19 de maio de 1967. Depois da formação no Rio de Janeiro, em Teologia, pelo Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese, e em Direito Canônico, pelo Instituto Superior de Direito Canônico, concluiu em 2005 o mestrado em Teologia Moral, pela Pontifícia Università della Croce, em Roma. Foi ordenado presbítero em 14 de dezembro de 1991.

Em nota, Monsenhor Luiz Henrique manifestou a alegria de integrar a Arquidiocese do Rio de Janeiro, unindo-se ao Arcebispo Metropolitano e aos Bispos Auxiliares.

“ Existem grandes desafios evangelizadores em uma metrópole tão grande quanto o Rio de Janeiro, contudo, aqui quero doar-me totalmente em estreita comunhão com o caríssimo Dom Orani, Bispos Auxiliares e Presbíteros, para que o amor de Deus seja conhecido por todos”, afirmou o bispo eleito.

Por ocasião da publicação da nomeação, Dom Orani acolheu o novo Bispo Auxiliar, anunciando aos diocesanos o belo e importante presente recebido do Santo Padre.

Dom Da Silva chega a uma arquidiocese que quanta com 602 sacerdotes, 1.044 religiosos e 124 diáconos permanentes para o governo pastoral de mais de 3.7 milhões de católicos em uma população total de 6.1 milhões de pessoas.



(fonte: acidigital.com)