segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Pai Nosso, Nosso Pai


“Pai nosso que estais nos céus...”
Jesus nos ensina a chamar o Deus considerado a tantas épocas de o Altíssimo, o inalcançável, de Pai. E Pai de todos os seres viventes.

“... santificado seja o Teu nome...”
 Jesus também nos ensina a louvar ao Pai e o bendizer, fixando em nossos corações a santidade e divindade do Pai.

“... venha a nós o Vosso Reino...”
O Reino de Deus não desce como uma nave espacial. Jesus nos ensina a pedir que o Reinado de Deus esteja em nosso coração. Que Deus reine na minha vida. Que Jesus seja o Senhor de todas as minhas atitudes para que este Reino solicitado em oração se faça por completo.

“... seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu...”
Jesus nos ensina a dizer o Sim de Maria: faça-se a Tua vontade. Que seja feita a Tua vontade na terra, em todos os meus atos, em todo o meu entregar-me a Ti. Assim como no céu os Santos louvam e cantam glória por causa da Tua vontade que foi feita na vida deles, que seja também na minha para que eu entoe louvores em agradecimento a essa graça.

“O pão nosso de cada dia nos dai hoje...”
Esse Pai que nos ama tanto nos garante o pão de cada dia, o alimento para o nosso sustento. Existe alimento na face da Terra suficiente para todos os habitantes se fartarem e sem acabar o alimento, sempre se renovando. Pena que tem gente que tem e não divide, só quer mais, por isso temos tanta fome no mundo.

“... perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”
Pai amado que nos perdoa sempre... No entanto, é necessário que vivamos o perdão mútuo entre todos. Não adianta eu querer ser perdoado por Deus, mas não perdoar o meu irmão que me fez algum mal, pois não estarei me assemelhando ao Cristo e nem cultivando o amor.

“... e não nos deixeis cair em tentação...”
Não nos garante que não teremos tentações ou provações, mas não deixa os filhos que realmente derem o sim para Ele caiam e fiquem mortos no pecado. Todos nós pecamos, é da nossa natureza, porém não devemos desistir de viver por causa do pecado. Por isso que o nosso Pai celeste nos dá a graça de levantar a cada pancada da vida de pecado.

“... mas livrai-nos do mal.”
O Criador de tudo não deixa com que seus queridos filhos sejam encaminhados ao mal, porém como quem escolhe que caminho andar somos nós, nos estrupiamos nas pedras da dúvida, da desesperança, da angústia e ainda cremos que Deus nos abandonou. Tentemos ultrapassar as barreiras, caindo e levantando, driblando o mal e se lançando no bem... Alcançaremos o céu.
Enfim, Jesus nos ensinou a forma de se chegar ao céu, nos ensinou como andar nas trilhas tortuosas do caminho ao céu. E nós estamos dando a mínima.
Vivamos o Cristo, vivamos o amor e após essa correria, esses sofrimentos, essas dificuldades para se assemelhar ao Cristo, possamos dizer no fim de tudo:
“Amém.”.


Seminarista Thaisson da Silva Santarém

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João Evangelista

São João Evangelista – 27 de Dezembro

O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso":uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s). 

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável. 

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos. 

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano. 

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo. 

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC). 

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome. 


São João Evangelista, rogai por nós!


Seminarista Felipe Souza

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A vocação é um chamado


A vocação é um chamado, quando Deus chama, ele te quer bem perto dele, não importa as dificuldades, assim que descobrimos o que ele quer de nós, o primeiro impulso é fugir por medo do que ele nos propõe.

O meu chamado começou, quando eu morava no interior do Maranhão, tinha sete anos, fui morar em colinas – MA, nesta cidade terminei meus estudos. Minha mãe teve oito filhos e aos 20 anos, fui convidado pelo meu irmão mais velho para trabalhar por apenas cinco meses no mesmo local em que ele estava trabalhando, acabei ficando por dez anos, de onde sai para atender ao chamado que Jesus me fez.

Quando cheguei à Brasília em 2002, até então não conhecia muito a Igreja Católica, fiz a Primeira Eucaristia e a Crisma, era católico daqueles meia boca. Algumas vezes eu bebia um pouco e gostava de farra também.  Porém, em 2004, conheci o movimento EJC (Encontro de Jovens com Cristo), o qual fui chamado a fazer o encontro, mas viajei e só no ano seguinte tive a oportunidade de fazer. Passado o primeiro ano que fiz o encontro continuei do mesmo jeito, nas farras e bebedeiras. A partir do momento em que comecei a trabalhar nos encontros da Igreja, que pude conhecer a Cristo e presenciar a transformação realizada na vida de muita gente.

A mudança então veio a começar, quando conheci o Leandro Cruz um amigo hoje, ele era de farra também, vi nele um mudar de vida, neste meio tempo de largar tudo do mundão, veio à cruz através das pessoas chamando de mulherzinha, por que não saio mais para as festas nem com mulheres. Hoje me sinto outro, estou uns cinco anos sem beber, conheci a Jesus Cristo que me fez mudar verdadeiramente e acreditar que tudo é possível através de Jesus e Maria Santíssima. 

Então, comecei a viver uma vida de cristão, a frequentar a Santa Missa, a buscar os santos sacramentos e a frequentar os encontros do EJC nos finais de semana. Em 2010, fiquei sabendo dos encontros vocacionais, até então não sabia, eu fugia dos encontros como o ladrão foge da polícia. Lembro-me bem do Pe. Júlio me convidando: Vamos para os encontros? Levo-te agora. Não posso, tenho compromisso. Dava sempre uma desculpa, até que em junho de 2010 resolvi e fui no meu primeiro encontro, pois era o último antes das férias do seminário de julho. Marcaram uma entrevista com o Pe. Oscar no começo de agosto, eu não fui.

No ano de 2011, fiz os encontros vocacionais, meu Pai não sabia, só minha Mãe e minhas irmãs, chegou o momento de dar a resposta, se eu queria ou não, estava muito indeciso, tinha que deixar tudo para traz, um emprego de dez anos, minha família, estava na última semana e meu Pai ainda não estava ciente, e eu ainda tinha que dar a reposta. Liguei pro meu pai que ficou muito feliz, então mandei um SMS dizendo sim, que queria ir para o seminário.

Hoje, aprovado para o Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima da Arquidiocese de Brasília, estou muito feliz de estar estudando para seguir somente a Deus. “Por isso mesmo, irmãos, procurai com mais diligência consolidar a vossa vocação e eleição, pois, agindo desse modo, não tropeçareis jamais;” (2 Pedro 1:10). A Santa Missa é o ponto crucial de uma vocação, onde Jesus se faz presente, o verdadeiro a quem devemos seguir.


Seminarista Raimundo Filho

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Magnificat com os Seminaristas

Um dia na Capela do Santíssimo no Seminário Propedêutico São José os Seminaristas Anderson Jorge, Rafael Ribeiro e Luiz Octávio cantaram esse Magníficat, apenas para aqueles que acompanham o nosso Blog Propedêutico!! Então curtam e rezem conosco o cântico de Maria!



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Evangelizar...


Palavra tão simples e tão estranha...
Tão banalizada e tão cheia de sentidos.
Palavra cujo sentido real e significado desce ao ralo de segundo em segundo.
Por que algo que tem como objetivo uma outra palavra chamada “salvação” não é considerada como deveria?

Quando recorremos ao verdadeiro sentido, resgatamos a essência da simplicidade de algo de iniciação divina, algo realmente místico e real acontece,
Eis que um sorriso surge...
O céu se abre para um ser que vive atormentado pela falta de algo que na maioria das vezes nem ao menos conhece.
O olhar brilha como a grama orvalhada pela manhã.

O fim de tudo se dá quando descobrimos que o sentido mais claro e puro da palavra “Evangelizar” está no retorno do olhar sofrido que se tornou claro e esbelto.
Está no véu rasgado do orgulho e egoísmo para ver a simplicidade de Emmanuel.
Está no brilho do Sol escaldante que desce como camurça ao nosso corpo.
Está no coração palpitante percebendo a proximidade do Altíssimo Poder Divino na simplicidade de um sorriso.

Evangelizar não é mostrar algo impossível, inútil e difícil.
Evangelizar significar olhar com olho de ouro ao invés de um olhar de sangue.
Evangelizar é mostrar as maravilhas que em mim aconteceram por causa de um passo.
Evangelizar é trazer o céu como um raio em um segundo de nosso tempo presente.
Evangelizar é morrer para si, ressurgir para o outro e demonstrar o que é o Amor...
Enfim, Evangelizar é simplesmente dizer “Deus te ama” sem proferir uma só palavra.


Seminarista Thaisson Santarém

A Liberdade Interior



     Ainda que todos sonhem com um mundo livre, sem leis de punição, e acabem fazendo uma ideia de mundo utópica, esse não é nem de longe o conceito apropriado de liberdade. Mais, a liberdade pode ser um lugar de encontro privilegiado a nível de diálogo entre a cultura moderna e o Cristianismo. Mas é preciso conhecer a verdadeira natureza dessa liberdade.

     Se por um lado, para o homem moderno, ser livre significa, frequentemente, poder desembaraçar-se de todo limite e de toda autoridade, por outro, para o Cristianismo, só se pode encontrar a liberdade em uma submissão a Deus, na obediência da fé. Falta ao homem moderno, reconhecer que a verdadeira liberdade, mais que uma conquista do própria, é um dom gratuito de Deus, um fruto do Espírito Santo, recebido na medida em que se se coloca em uma dependência de amor diante do Criador.

     Ainda, pensa-se frequentemente que o único exercício verdadeiro da liberdade consiste em escolher dentre diferentes possibilidades aquela que mais convém. Pensa-se, portanto, que quanto mais amplo for o leque de opções, mais se é livre. A medida da liberdade seria, assim, proporcional à amplitude deste leque de opções possíveis. Essa noção de liberdade, que cedo induz a impasses e contradições, é muito presente no inconsciente do homem moderno, podendo-o levar a crer que esta é uma verdade, mas apresenta-se, na verdade, como um grande equívoco.

     Que o uso da liberdade leve frequentemente a poder optar entre diferentes possibilidades é verdade, e isso é bom. Mas quando se apega à necessidade de fazer uma opção, esquece-se que os elementos da existência humana que se escolhe são de uma importância bem menor que aqueles que não se escolhe. Veja, por exemplo, o sexo, a nacionalidade, a cor dos olhos, o temperamento, a língua materna. Todos esses são elementos de fato determinantes na existência humana, que não passaram pelo crivo da escolha. Simplesmente acolhemos todos eles, em espírito de gratidão por aquilo recebemos. E essa postura é fundamental no processo de amadurecimento pessoal.


     Portanto, chega-se à grande conclusão diante do tema liberdade: exercita-se de forma mais plena esse aspecto da vida humana, esse dom divino, quando se acolhe, e não quando se escolhe, ainda que fazer escolhas seja algo de fato importante no caminho do amadurecimento pessoal. Assim, o homem manifesta a grandeza de sua liberdade quando transforma a realidade a partir de suas decisões, mas o faz mais ainda quando acolhe a realidade com confiança, da forma como ela se apresenta dia após dia. Só se é verdadeiramente livre se se consegue abdicar até mesmo do direito de escolha para transformá-lo em postura de acolhimento. Essa é a verdadeira liberdade interior, que tem como fruto a verdadeira felicidade! Essa é a liberdade à qual os filhos e filhas de Deus são chamados: a liberdade conquistada pelo amor!


Seminarista Luiz Octávio