quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quem conhece esses Seminaristas aí?


Gustavo Xavier




Thaisson Santarém




José Eudes

Fica a dica para quem quer fazer uma pintura: Datashow + Papel e Tinta + Criatividade.

Preparativos para a Festa de Inauguração Oficial do Blog



 Deem uma olhadinha nos preparativos da nossa Inauguração Oficial do Blog Propedêutico...





terça-feira, 27 de novembro de 2012

Discipulado



Não quero estar em maus caminhos
Quero estar sempre contigo, Senhor.
Debaixo de Tuas asas, meu abrigo protetor,
Afagado pelos Teus carinhos.

Após de Ti eu seguirei;
Nas fadigas persistirei.
Que a Tua Palavra mude minha vida
Para transformar Tuas criaturas queridas.

Deixei tudo para Te seguir,
Não quero voltar atrás,
Quero viver só por Ti,
Pois só assim terei paz.

Te conheci por causa de Tua Palavra,
Meu coração ficou em chamas
Persevere em minha alma,
É o que coração clama.
  

No balançar das águas do Teu amor,
Prometi que mesmo na dor
Não Te abandono.
Ao Teus pés Te escutarei
Até a cruz seguirei
A Tua Paixão eu proclamo

Me chamaste para caminhar na vida contigo,
Vou até o fim, na dor, no sangue e até no perigo
Permanecendo nesse amor, vou me consumindo
Sou agora morada do Santo Espírito.

Pode ser que a renúncia me abale,
Mas não posso deixar que Tua boca cale
Fraquejar... pode até acontecer,
Mas por Tua vontade vou vencer.

Quero fazer valer cada gota de sangue
Derramada por mim. Não mereço!
Perseverar Teu proceder
É e será meu fim. Recomeço!


Seminarista Felipe Souza

Você aceita um pedacinho do céu?



Quando estamos na Santa Missa...
Em algum momento lembramos ou rezamos à Santíssima Trindade? À Nossa Senhora? Aos Santos? Aos Anjos?
Sim! Então, alguém concorda que o céu inteiro para tudo que está acontecendo (gente batendo carimbo, assinando folha de ponto, intercessão, etc.) para estar na Santa Missa?!

Brincadeira à parte é uma comparação para ilustrar como a Missa acontece. Como disse muito bem o Beato João Paulo II: "A Missa é um pedaço do céu".
E o que é que tem na Santa Missa de importante para toda a “galera” do céu se fazer presente? Deus entra na história da humanidade na pessoa de um Homem-Deus chamado Jesus. Ele ensinou de modo simples como se deve viver a vida tranquilamente e AMAR acima de tudo, garantindo assim o céu que já foi dado como graça através da maior prova de amor que existiu: Deu a vida por toda a humanidade!

Dá pra imaginar que Deus se fez homem e decidiu sofrer por amor a todos nós, sem nenhum de nós merecermos?! Esta foi a "Paixão de Cristo"! Realmente, podemos também dizer que foi uma “paixão grande” por cada um de nós; uma vontade imensa de nos ver no céu, na felicidade eterna; uma “misericórdia gigante” capaz de não conceber de modo algum que nós, filhos de Deus, continuássemos no inferno, ou seja, distantes da presença de Deus.

Este ato de salvação foi tão significativo que se estendeu além do tempo, alcançando aqueles que viveram desde os primórdios da terra, e perpassando a história continua tocando e mudando a vida de muitos, a nós e aos que ainda vão nascer. Perpassou o que conhecemos como tempo!

Quando participamos da Missa, entramos em comunhão com Deus na Santíssima Trindade; reconhecemos os nossos erros e clamamos por piedade; glorificamos a Deus pelo perdão concedido e por nos aceitar; paramos tudo para escutá-Lo a nos aconselhar, “puxar nossas orelhas”. Depois de escutar Suas palavras de amor, reafirmamos nossa fé, preparamos a mesa do banquete eucarístico, a refeição do céu, e entregamos a nossa vida a Ele. Enfim, chega o momento mais esperado... O céu se abre e o mesmo Verbo que se fez carne, se faz presente através do pão e do vinho, Corpo e Sangue de Cristo humilde e acessível a nós. Por fim, Ele se entrega a nós e também nos entregamos a Ele em uma total comunhão de amor. Ao final, vivemos e reconhecemos um dos principais nomes da Missa: Missão! Após a Benção Final somos enviados à missão e percebemos que a Missa começa também a partir deste momento!

Contudo, vivamos esse maravilhoso mistério! Quando irá experimentar desse pedacinho do céu?

Seminarista Thaisson Santarém

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Páscoa na Fazenda Senhor Jesus

Esse ano tivemos a oportunidade e a graça de fazer um trabalho pastoral na Fazenda Senhor Jesus (fazenda de recuperação de dependentes químicos), no Recanto das Emas; e celebramos com os irmãos internos a Páscoa. Vejam algumas das fotos de nosso trabalho e da nossa linda celebração.




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Onde você mora?


“Vinde e vede!” foi a reposta de Jesus para seus discípulos quando eles perguntaram onde Ele morava.   Essa é a nossa missão, ir ver onde o Senhor mora, e assim sermos discípulos de Jesus em meio a tantas dificuldades, um caminho difícil, porém preciso, levar a Luz de Cristo a tantas vidas e lugares escuros é o objetivo primordial de nós cristãos guiados pela palavra de Cristo que nos diz: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15).


Evangelizar é o que a Igreja nos pede nos dias de hoje, o mundo nesses últimos tempos passa por mudanças bruscas que levou a um grande esfriamento da fé. O avanço da tecnologia, da ciência e a ganância por dinheiro foi atropelando conceitos e virtudes cristãs e humanas primordiais. É fácil ver famílias sendo destruídas pelo vício da televisão, dinheiro e de pessoas que se enganam procurando uma vida semelhante a uma “novela” ou um “filme”. Jovens cada vez mais desligado do mundo real, desligado de suas famílias, amigos e deslumbrados pelo mundo virtual da internet, dos jogos, dos celulares entre outros.

É triste observar que o ser humano virou “jogo” nas mãos das pessoas que “governam”, jogo esse em que algumas pessoas decidem a hora de acabar e de começar, a briga para a legalização do aborto, discussão de quando começa a vida são problemas e mostram cada vez mais que devemos ser Discípulos e Missionários autênticos de Jesus Cristo testemunhando a nossa fé.


Como conviver com todos esses avanços e continuar a missão deixada para os apóstolos? Pois bem, temos que tomar consciência de que somos diferentes, somos de Cristo, ele sofreu, morreu e principalmente ressuscitou por cada um de nós, por isso devemos acreditar, conhecer e vivenciar esse amor que Jesus tem por nós, “uma palavra comove muitos, já um testemunho arrasta multidões”.

     Por começo devemos valorizar a vida, o bem maior do homem, a perfeição da criação. Mostrarmos a dignidade que cada ser humano tem e que foi dado por Deus, devemos valorizar os meios de comunicação cristã, Rádio, televisão, internet, pois é uma forma de evangelização direta. O papa Bento XVI recentemente manifestou a importância de utilizar principalmente as redes sociais da internet para a evangelização e a necessidade de uma "nova evangelização" e um maior conhecimento da fé. 

Devemos lembrar que temos que evangelizar com ardor missionário, para mostrar que nós somos diferentes. Com o passar dos anos e com todos os problemas que já relatei, nós perdemos uma coisa muito preciosa da nossa fé, que é a religiosidade popular (novenas, terços, procissões) devemos recuperar isso e principalmente voltarmos a ser a devotos a Nossa Senhora, nossa mãe que é para nós o exemplo de discípula de Jesus.


Temos grandes metas, ser discípulos e missionários o que nesse tempo não é fácil, mas também não deve ter sido fácil para os apóstolos na época deles, então temos que pedir ao Espírito Santo que nos ilumine e nos ajude para essa missão grandiosa. Devemos pedir a Jesus que ilumine os nossos sacerdotes e seminaristas que em meio a tantas trevas continuam perseverantes, que Deus possa suscitar no coração dos jovens para a vocação de seguir esse caminho tão belo do sacerdócio e para as jovens à vida consagrada, que é uma doação belíssima a Jesus Cristo.

É preciso uma atitude de mudança e coragem para sermos discípulos e missionários, o caminho não é fácil como diz o próprio Jesus: “quem quiser seguir-me pegue a sua cruz e siga-me”, essa cruz vale a pena, ou melhor, vale a Vida Eterna. A atitude de mudança não é para pensar, mas para responder hoje, pois precisamos de discípulos e missionários que mostrem os pontos positivos dos avanços do mundo e que dessa forma morem junto com o Mestre, testemunhando que Jesus é o Único Caminho a ser seguido para chegar ao céu, tudo tem que girar em torno Dele para Ele e com Ele.


Seminarista Silas César

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Eclesiologia de comunhão: A relação ministério-comunidade



Atualmente parece predominante uma mentalidade que busca enaltecer os ministérios não ordenados. Tal fato é bastante positivo e justo porque tira dos leigos uma posição demasiadamente passiva. Aqui lembramos que verdadeiramente o clericalismo foi muito prejudicial para a comunidade dos fieis leigos, pois não davam a eles um verdadeiro protagonismo tanto na participação da liturgia como nos diversos trabalhos da comunidade.

Quando contemplamos Jesus nas diversas situações em que se encontra com as pessoas necessitadas e marginalizadas do seu tempo percebemos que o seu ministério de cura ou de pregação não impedia o protagonismo das pessoas, muito pelo contrario ele enaltecia: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50; 8, 48.50; 18, 42), esta frase de Cristo a encontramos muitas vezes nos evangelhos. Através desta expressão Cristo quer mostrar não que a fé é algo subjetivo, mas que ela se vive de modo ativo.

Jesus não diz: eu te curei ou eu te salvei (ainda que seja verdade tal fato), mas “tua fé te salvou” mostrando assim que a salvação que ele veio nos dar não tira nossa responsabilidade nem muito menos impede nosso protagonismo. A fé é um modo de protagonizar nosso seguimento de Cristo, por isso esta deve ser vivida de modo ativo.

Verdadeiramente Deus, e somente Ele, pode nos conceder a salvação, mas a busca pela salvação se realiza de modo ativo e operante. De modo que para alcançar esta salvação concedida por Cristo, o cristão deve ter uma atitude ativa e protagonista.

O ministério de reconciliação que Cristo realiza em nosso favor não impede o nosso protagonismo, antes exige de nós uma atitude ativa. A encarnação mesmo sendo obra do Espírito Santo, não tirou o protagonismo de Maria. Observamos que o anjo se afasta somente quando ouve resposta ativa e operante de mãe do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

O ministério sacerdotal na Igreja durante muito tempo, ao contrario de como Jesus realizava seu ministério, deixava os fieis numa atitude totalmente passiva e subjugada. Por isso é justo e necessário a valorização dos ministérios leigos. Os fieis também são chamados a atuarem de modo ativo na missão da Igreja, os ministérios não-ordenados são um grande serviço a todo o povo de Deus (leigos e hierarquia não esqueçamos, como expressa a LG 11, fazem parte do povo de Deus). 
 
Contudo, apesar de toda essa valorização dos ministérios na Igreja, temos que evitar outra mentalidade, muito prejudicial, que é a de relacionar os ministérios não ordenados unicamente a dignidade dos leigos. Há quem diga que os ministérios não-ordenados são importantes unicamente porque valorizam o papel do leigo. Os ministérios não são para afirmar ou mostrar a dignidade dos leigos. A importância dos ministérios é que eles estão a serviço da Igreja. A finalidade dos ministérios não é afirmar a dignidade dos leigos, mesmo que esta afirmação seja justa, os ministérios são para o bem comum (1Cor 12, 7; 14, 3-12), ou seja para edificação de toda a Igreja. Os diversos ministérios não têm como finalidade a afirmação da dignidade dos leigos, eles são um serviço (diaconia) cuja finalidade é a edificação do Corpo de Cristo (Ef 4, 12).

“Deus suscita ministérios na comunidade e para comunidade”[1]. Assim como os ministérios ordenados não podem estar a serviços daqueles o exercem, assim também os ministérios não-ordenados não podem estar a serviço daqueles que os exercem. É necessário colocar os ministérios numa estreita relação com a comunidade (toda a comunidade), esta é, pois uma tarefa importante da teologia: “Historicamente os ministérios aparecem ligado indissoluvelmente a comunidade” [2].

Igreja toda é ministerial, por isso temos que ver o ministérios não em relação a uma categoria de fiéis da Igreja, sejam eles presbíteros ou leigos, se no passado os ministérios estavam relacionados a pessoa do padre, hoje temos o risco de falar dos ministérios não-ordenados, somente em relação a dignidade dos leigos, como se os ministérios não-ordenados existissem apenas para salvaguardar a dignidade dos fieis. Como diz são Paulo os ministérios são para o bem comum. Eles existem para a edificação de toda a Igreja (Ef 4, 12).   

Assim expressa Oñatibia sobre este fato de relacionar o ministério somente a pessoa: “a partir de uma concepção da Igreja como uma instituição e sociedade, os ministérios eram definidos durante todo este período em termos de poderes sacramentais inerentes a pessoa, sem uma conexão aparente com a comunidade[3]

A relação ministério-comunidade é tão estreita que até mesmo sua redescoberta na teologia contemporânea está ligada a um fator marcadamente eclesial. É a partir da renovada eclesiologia de comunhão que se torna possível situar os ministérios dentro do contexto de serviço à Igreja. A visão de ministério como um serviço à comunidade só foi possível graças à compreensão, lançada pelo Concilio Vaticano II (LG 13), da estrutura social da Igreja como comunhão.

Os ministérios, sejam eles ordenados ou não, devem ser lidos a partir da categoria de serviço, é desse modo que Cristo interpreta seu ministério: Ele veio para servir e não para ser servido (Mc 9, 35;  Mt 23, 11; Lc 22, 26s). Os ministérios são um serviço, não uma condecoração ou símbolo para afirmar a dignidade de quem quer que seja.


Padre Miguel Alon



[1]  Oñatibia, «El sacramento Del ordem», in: Borobio (diretor), La Celebración en la Iglesia: Sacramentos, Ediciones Sigueme, Salamanca, 5ª Ed., 2008 pg. 636.
[2] Ibid, pg. 637.
[3] Ibid, pg. 617.